Por que boa parte das pessoas se esquiva de tomar decisões, ficando a mercê das escolhas de um parceiro, tutor, gerente ou de uma organização? Elas não possuem conhecimento para fazê-lo ou têm medo de assumir a responsabilidade das consequências de suas decisões?

No dicionário, decisão significa resolução ou sentença após discussão ou exame prévio. Em administração, a tomada de decisão é um processo mental em que se escolhe uma ação ou várias dentre um conjunto delas, baseados em variados cenários, fatores e análises para solucionar um problema ou conduzir uma situação de forma exitosa. Portanto, a capacidade de tomar uma decisão exige técnica e determinação por parte do tomador. As técnicas de tomadas de decisão são várias; dentre elas as mais utilizadas são:

  • O Analytic Hierarchy Process – AHP, baseia-se na capacidade humana de usar a informação e a experiência para estimar magnitudes relativas através de comparações par a par. É uma abordagem flexível que utiliza a lógica aliada à intuição, com a finalidade de obter julgamentos através de consenso. Em seu funcionamento o decisor identifica as alternativas possíveis e os atributos significantes da decisão, percebe a significância relativa entre os atributos, indica para cada atributo e para cada par de alternativas suas preferências, compara os atributos e as alternativas através de matrizes na forma de frações entre 1/9 e 9, avalia cada matriz pelo seu autovalor verificando assim a coerência dos julgamentos, e calcula os valores globais de preferência para cada alternativa;
  • E o Elimination and Choice Translating algorithm – ELECTRE, que se baseia em princípios relativamente flexíveis, admitindo a possibilidade de que algumas alternativas não sejam comparáveis. O método fundamenta-se na construção de uma relação de sobreclassificação que incorpora as preferências estabelecidas pelo decisor diante dos problemas e das alternativas disponíveis, classificando as diversas alternativas para a solução de um problema por meio da comparação de cada alternativa potencial com uma referência estável.

Portanto, adquirindo-se conhecimento metodológico para a tomada de decisão, resolve-se a questão técnica, permanecendo ainda o aspecto comportamental de atitude a ser trabalhado para uma correta escolha do rumo a ser dado a determinada situação.

Neste aspecto as pessoas costumam se afastar da racionalidade quando de uma tomada de decisão, pois a racionalidade pressupõe que elas conheçam de forma completa e antecipada todas as consequências de cada opção a ser julgada para uma escolha, o que normalmente não acontece, tornando as decisões mais baseadas em pressupostos, que são premissas aceitas pelo indivíduo como bases para suas escolhas.

Algumas posturas e ações para aumentar o grau de conforto numa tomada de decisão podem ser aqui recomendadas:

  • Evite incertezas, observando constantemente o feedback do ambiente;
  • Desenvolva a resiliência para lidar melhor com as consequências da decisão;
  • Planeje sempre as ações decorrentes da decisão para aumentar a probabilidade de um resultado favorável;
  • Isole os problemas para entendê-los melhor e direcionar a decisão;
  • Organize-se para controlar a hora correta de tomar uma decisão, evitando as decisões fora de prazo (atrasadas ou precoces);
  • Analise a decisão depois de realizada para extrair lições e aprender com elas.

Na tomada de decisão, o método traz mais segurança quanto ao que se está fazendo, a observação constante do ambiente garante a aderência da decisão à realidade, e a resiliência traz a firmeza para assumir as consequências dela. Napoleão Bonaparte disse que “Nada é mais difícil e, portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir”. Para ser capaz é preciso preparar-se; e um bom início de preparação é adquirir conhecimentos sobre o tema.

Referências:

GONTIJO, Arimar Colen; e MAIA, Claudia Santos Castro. Tomada de Decisão, Do Modelo Racional ao Comportamental: Uma Síntese Teórica. Ensaio disponível em http://www.ead.fea.usp.br/cad-pesq/arquivos/v11n4art2.pdf. Consultado em 28/06/2015

GUGLIELMETTI, Fernando Ribeiro; MARINS, Fernando Augusto Silva; e SALOMON, Valério Antonio Pamplona. Comparação teórica entre métodos de auxílio à tomada de decisão por múltiplos critérios. Disponível em http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2003_TR0602_0237.pdf. Consultado em 26/06/2015.

TRENTIM, Mario H. Tomada de Decisão em Projetos – Método AHP. In: Blog da Revista MundoPM. Disponível em: http://blog.mundopm.com.br/2012/05/02/tomada-de-decisao-em-projetos-%E2%80%93-metodo-ahp/. Consultado em 25/06/2015.

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