Uma pequena ou micro empresa sempre encontra dificuldades quando é pressionada por seus concorrentes, pois não possui grandes investidores para alavancar seus projetos de melhoria, suas estratégias de manutenção no mercado e sobrevivência. Contudo, existe um conceito na literatura de estratégia que pode ser útil nestas ocasiões, se executado de forma persistente e disciplinada: O salto transformacional.

Um salto transformacional é uma descontinuidade intencional do ciclo de vida da empresa, ou do produto/serviço. Para evitar o declínio e a morte, a empresa precisa abandonar, a tempo, sua curva atual de desenvolvimento e encontrar outra de melhor futuro. Para tal, uma quebra de paradigma através de uma inovação em seus produtos ou na forma de operar faz-se necessária. Isto requer recursos financeiros para investimento nesta nova forma de agir. Mas como conseguir estes recursos se os sócios normalmente vivem das retiradas que fazem do caixa da empresa? A resposta está em desinvestir em algumas atividades que não sejam urgentes nem operacionais, de forma a gerar o montante necessário ao desenvolvimento da inovação que levará ao salto transformacional.

Para exemplificar o conceito, digamos que uma empresa de chocolates caseiros possui uma loja num shopping em baixo de uma torre de escritórios e que nesta torre ela alugue duas salas refrigeradas para servir de depósito para seus chocolates, mantendo assim o fluxo de produtos em sua loja sem desabastecimento de nenhum tipo de chocolate. Além disto, uma linda vitrine é periodicamente atualizada por um profissional de design de forma a manter sempre aguçada a curiosidade dos possíveis clientes e o movimento da loja num alto patamar.

Se esta loja sente-se ameaçada por novos entrantes, ou seja, novos concorrentes que começam a se estabelecer no shopping, para evitar que o seu movimento caia ela pode decidir fazer uma inovação reformulando sua linha de produtos. Se for uma franquia onde os produtos são padronizados ela pode decidir fazer combinações dos produtos e vende-los em embalagens diferenciadas, como caixas de decoupagem, por exemplo (A técnica de decoupagem, do francês, corte, recorte, entalhe, consiste na decoração de superfícies distintas, tais como a madeira). Mas como conseguir o capital necessário para comprar as caixas de decoupagem e montar os pacotes com chocolates nelas? A resposta está no desinvestimento do que não é prioritário ou operacional: Desalugando uma ou as duas salas na torre, desfazendo o acordo com o designer da super vitrine, e utilizando esta economia na nova forma de fornecer seus produtos. Caso a inovação seja bem sucedida, suas vendas permanecerão num mesmo patamar ou maior, apesar dos seus novos concorrentes e uma nova linha de produtos fará parte do seu portfólio: Os “combinados” de caixas decorativas com chocolates.

Uma nova curva de desenvolvimento foi encontrada e a sobrevivência garantida. Com o tempo, os recursos obtidos pela empresa poderão sustentar novamente seus antigos diferenciais: No caso apresentado, o depósito local refrigerado e a vitrine “fashion” da loja.

Portanto, os saltos transformacionais são ferramentas muito importantes para os negócios de pequeno e médio porte, apesar de também serem utilizados por diversas grandes empresas no mercado.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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