Nicolai Dmytriyevich Kondratiev, economista russo incumbido por Lênin pelo planejamento da economia soviética nos anos 20, teorizou que economias capitalistas se movem em um grande ciclo que ficou conhecido como uma onda de Kondratiev. Cada onda dura cerca de 50 anos. Uma onda de Kondratiev consiste em um período de forte crescimento seguido de desaceleração do crescimento. Esta teoria ondulatória foi baseada em dados de preços do século 19 que também incluíam salários, taxas de juros e preços das matérias-primas. Uma onda de Kondratiev começa com uma subida quando os preços estão aumentando e a economia está se expandindo. A subida termina quando o aumento da inflação provoca uma recessão. Devido ao baixo volume de dados na época para sustentar esta teoria, o que causava dificuldades à Kondratiev para comprovar os ciclos longos, associado às duras críticas que o trabalho sofreu na União Soviética, pois a existência desses ciclos, com suas inflexões, enfraquecia a idéia de que o capitalismo rumava para uma grande crise, que seria a antessala do socialismo, como defendia a linha oficial do Partido Comunista, Kondratiev foi condenado ao Gulag soviético e, posteriormente, recebeu a pena de morte em 1938.

A conceituação dos ciclos económicos longos foi retomada pelo austríaco Joseph Alois Schumpeter, um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX, que entendeu que estes ciclos não são repetitivos. As inovações constantes e cada vez mais frequentes tornam os ciclos progressivos, onde cada período de prosperidade (Pico) é cada vez mais próspero que o anterior; cada período de depressão (Vale) é cada vez menos profundo que seu predecessor; e, apesar da distância entre os picos e vales estar aumentando, seus ciclos estão durando cada vez menos tempo. Portanto, a economia mundial tem propensão ao crescimento no longo prazo.

Esta teoria, cada vez mais estudada por economistas da atualidade, requer como qualquer outra teoria uma validação baseada num outro estudo que a ratifique como legítima.

Um estudo comparativo entre 200 países, feito pelo Dr. Hans Rosling, médico sueco, professor de saúde global no Karolinska Institutet, em Estocolmo, sobre longevidade (qualidade da saúde) versus renda per capta (qualidade das finanças), contendo 120 mil dados coletados do período de 1810 a 2009 (Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=cetWBiSrJCc), confirma os resultados da revisão de Schumpeter sobre os ciclos longos de Kondratiev, em dois aspectos:

  1. A melhoria da economia dos países satisfaz a ciclos senoidais crescentes de prosperidade e depressão (picos e vales);
  2. A tendência estatística de melhoria da economia mundial no longo prazo é um fato;

Este estudo acrescenta que os países africanos têm crescido na longevidade, mas muito pouco na renda per capta, o que os faz distanciarem-se muito dos outros blocos demográficos do planeta. Pode-se, portanto concluir que se faz necessária uma atenção especial às missões humanitárias itinerantes nos países daquele continente, que na situação atual necessitam mais de economistas do que de médicos em suas fileiras.

Por outro lado, tanto os ciclos longos de Kondratiev e seus desdobramentos, quanto o estudo do professor Rosling nos levam a ter uma visão mais realista da vocação de nossa economia planetária, que não é a de prejudicar a raça humana, mas sim de desenvolvê-la em ciclos, como o caminhar de um bípede, que se desequilibra do lugar atual para poder se reequilibrar numa posição mais avançada.

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