Gary Hamel, professor da London Business School e dono da consultoria Strategos, em entrevista ao programa Conta Corrente da GloboNews, descreveu uma nova forma de administrar empresas, que ele chama de administração 2.0. Um dos aspectos deste estilo mais moderno de gestão versa sobre o controle de despesas de uma área ou de um gerente. Ele denominou este formato de “Peer Control” (Controle pelos Pares). Sua alegação é que em vez de regras da alta direção e auditores para controlar as despesas, uma simples liberação dos gastos com a divulgação de cada um deles na INTRANET da empresa, com visibilidade para todos os colegas (pares) do gerente que as realizou, garante que os exageros não serão praticados, devido ao risco de perda da reputação e da empregabilidade do gerente. Mas este é realmente um tipo eficaz de controle? Algumas atividades hoje em curso no planeta já se utilizam desta forma de controle:

– As publicações científicas que são apresentadas em congressos ou publicadas em revistas especializadas sofrem antes de sua aprovação uma revisão pelos pares (Peer Review). Uma análise crítica de cada artigo, feita por três pesquisadores e profissionais de reconhecida competência na área de abordagem do artigo é realizada, e alguns quesitos, como relevância do tema, forma de apresentar o conteúdo e validade da proposta do texto, são pontuados; caso a média das notas dos quesitos não atinja uma contagem mínima, o documento científico é recusado pelo congresso ou revista.

– Os sistemas Peer-to-Peer apresentam uma forma de computação distribuída, onde cada participante atua como cliente e servidor de recursos, além de exercer o controle da rede e das atividades de seus pares.

– Na área de contabilidade, a revisão externa de qualidade é chamada de Revisão pelos Pares. Trata-se de um processo de acompanhamento e controle de qualidade, obrigatórios nos trabalhos feitos por auditores independentes. Neste processo, os procedimentos do auditor independente e da empresa de auditoria são revistos por outro auditor, visando assegurar a qualidade dos trabalhos.

– Na área de construção civil pública da Nova Zelândia, a legislação exige, para evitar as obras superfaturadas ou projetos mal feitos, que uma Revisão por Pares seja realizada. Este reexame avalia se o projeto está em conformidade com os regulamentos pertinentes, requisitos de consentimento e legislação. A verificação deve cobrir o desenho completo, incluindo a avaliação dos objetivos de projeto, seu processo de desenvolvimento, premissas e método de realização.

Portanto, a revisão ou controle através dos pares não é algo utópico ou de pouca eficácia. Algumas atividades acadêmicas e profissionais já praticam esta forma de controle com sucesso. Pode ser imaginado que com esta maneira de controlar os gastos públicos nas obras de infraestrutura realizadas no Brasil, visando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, muitos exageros e despropósitos poderiam ser evitados ainda na fase de projeto, desde que seja entendido que neste caso os pares controladores não são as instituições políticas, mas sim empresários e profissionais da construção civil que não estivessem envolvidos direta ou indiretamente com a realização destes eventos.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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