A definição de felicidade no dicionário parece incompatível com o contexto planetário dos dias atuais: “estado da pessoa feliz, satisfeita, alegre, contente: sensação real de satisfação plena; estado de contentamento”. Como apresentar tal estado de espírito dentro de um ambiente social que mais parece uma fábrica de energia negativa e stress? Surpreendentemente algumas atividades que o indivíduo desenvolve, mesmo não sendo de lazer, o acalmam e o energizam de forma extremamente positiva. A conclusão é que é possível ser feliz mesmo em meio a um ambiente caótico. Mas como?

Primeiramente é preciso entender que alguns fatores psicológicos, previstos por Abraham Harold Maslow em sua hierarquização das necessidades humanas, como a admiração e o respeito daqueles que estão à sua volta, ou a sensação de aceitação social dentro de um grupo de convivência, são maiores geradores de felicidade do que outros mais efêmeros, como posição de poder, recursos financeiros e bens de consumo. A empolgação, a euforia ou o entusiasmo não podem ser confundidos com a satisfação, o bem-estar, ou mesmo com o bom humor.

Segundo o novo testamento da bíblia, no sermão da montanha, Jesus de Nazaré descreveu nove características pessoais que um indivíduo deve buscar para alcançar a verdadeira felicidade. Estes atributos, conhecidos pelos religiosos como Bem-Aventuranças, poderiam ser traduzidos em termos atuais da seguinte forma:

  • Os humildes de espírito – os que não se consideram melhor que ninguém;
  • Os que choram e se compadecem – os que têm empatia e respeito com os menos favorecidos;
  • Os mansos – os pacíficos;
  • Os sedentos de justiça – os que trabalham por iguais oportunidades e recompensam pelo esforço e pelo mérito;
  • Os misericordiosos – os que perdoam e não guardam mágoa;
  • Os limpos de coração – os que não prejudicam terceiros para auferir ganhos pessoais;
  • Os pacificadores – os pacifistas e mediadores das disputas;
  • Os perseguidos – os que não se deixam abalar pelos desmandos do poder;
  • Os tolerantes – os que não estão voltados ao passado, usando seus dons na construção de um futuro melhor.

Na verdade, uma pessoa típica da cultura ocidental está sempre perseguindo alguma coisa material: uma promoção no trabalho, um carro novo, a realização de uma viagem de férias inesquecível. Esta procura induz a crença de que quando este evento acontecer a pessoa será feliz. E no início, realmente há uma grande euforia, tanto no processo de obtenção, como no alcance do objetivo. Uma pesquisa feita pela Northwestern University mediu os níveis de felicidade de pessoas comuns, comparando-os com os de outras pessoas que haviam ganho prêmios na loteria. Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que os índices de felicidade de ambos os grupos eram praticamente idênticos. A noção equivocada de que grandes eventos na vida determinam a felicidade é tão predominante entre as pessoas, que os psicólogos deram a ela um nome: viés de impacto. A realidade é que a felicidade baseada em eventos, é passageira. A duradoura, se ganha através de hábitos.

De acordo com o dr.  Travis Bradberry, em seu artigo “11 Hábitos de Pessoas Extremamente Felizes”, a pessoa realmente feliz tem os seguintes hábitos:

  • Desacelera para apreciar os pequenos prazeres da vida;
  • Exercita-se;
  • Gasta dinheiro com outras pessoas, e não só consigo mesma;
  • Cerca-se das pessoas certas: positivas e de bons hábitos;
  • Encara qualquer situação de forma positiva;
  • Dorme o suficiente;
  • Tem conversações mais profundas, evitando envolver-se em fofocas e julgamentos;
  • Ajuda os outros;
  • Faz sua parte de esforço para ser feliz, trabalhando duro, e tentando sair da rotina;
  • Faz boa parte das coisas, pessoalmente;
  • Tem uma mentalidade de crescimento, mantendo sempre a mente aberta ao novo.

Em suma, pessoas felizes concentram seus esforços no que podem controlar e mudar para melhor. O que elas não podem dominar, elas aceitam, com a esperança de que um dia poderão. A parte final da música O Homem no Espelho (The Man in the Mirror), de Michael Jackson, diz que: “estou começando com o homem no espelho; estou pedindo que ele mude seus hábitos; e nenhuma mensagem poderia ser mais clara: se você quer fazer do mundo um lugar melhor; dê uma olhada em si mesmo e, então, mude”.

Referências

BRADBERRY, Travis. “11 Habits of Supremely Happy People”. In: The Huffingtonpost. Disponível em: http://www.huffingtonpost.com/dr-travis-bradberry/11-habits-of-supremely-ha_b_10170586.html. Consultado em: 07/11/16.

JACKSON, Michael. The Man in the Mirror. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=_8kIoYzwlRg. Consultado em 07/11/2016.

MATEUS 5. Bíblia Online. Disponível em https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/5. Consultado em 07/11/2016.

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Um comentário em “O que Realmente te Faz Feliz?

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