O pensamento estratégico pode ser definido como a capacidade da organização em atuar de forma sincronizada com o mercado, antecipando-se às suas necessidades e às dos acionistas da empresa, por meio de estratégias. O processo de formação das estratégias na cabeça de um estrategista foi alvo de estudo nas últimas cinco décadas, e encontram-se aqui divididos por Mintzberg, Ahlstrnad e Lampel (2010) em dez escolas de pensamento:

Escola de Design: Dentro desta escola, a formulação da estratégia é definida como um processo de concepção, muito utilizada pelos grandes líderes empresariais;

Escola de Planejamento: Abrange a maior parte das idéias da escola de design, acrescentando que a concepção do processo estratégico é também formal; o processo da estratégia deve ser desdobrado em passos, desde a análise interna e externa até os planos de ação;

Escola de Posicionamento: Impulsionada por Michael Porter, adota a visão de que a estratégia deve ser precedida de uma minuciosa análise do ambiente externo e interno da empresa, para que esta adote um posicionamento focando os seus esforços em um determinado pedaço do mercado por vez;

Escola Empreendedora: Baseia seu processo na intuição, em visões ou perspectivas amplas; em um processo visionário do líder da empresa de onde ela deveria estar no futuro e como deveria ser;

Escola Cognitiva: Estuda as estratégias que se desenvolvem nas mentes das pessoas, mapeia a estrutura do conhecimento e obtém a formação de conceitos para criação das estratégias. Pretende desvendar o processo mental de formação das estratégias na cabeça do estrategista;

Escola de Aprendizado: Mistura a formulação com a implementação da estratégia, por entender que esta é um processo que se origina nos padrões praticados pelos membros da organização através do fluxo de ações organizacionais;

Escola de Poder: Entende o desenvolvimento da estratégia como um processo político que envolve barganha, persuasão e confrontação entre os atores que dividem o poder na empresa; além do uso do poder da organização sobre seus parceiros e outras redes de relacionamento visando negociar estratégias de seu interesse;

Escola cultural: Na contramão da escola do poder, entende a estratégia como um processo social baseado em cultura, voltado para os interesses comuns e integração dentro da organização, onde a cultura da empresa deve ser respeitada;

Escola Ambiental: Nesta linha de pensamento a organização é considerada um ente passivo que consome seu tempo reagindo ao ambiente que estabelece a ordem a ser seguida, e consequentemente as estratégias mais estáveis a serem adotadas pela empresa;

Escola da Configuração: Considera a estratégia como um processo de transformação. Neste caso as configurações organizacionais da empresa (suas características e seu comportamento) teriam de ser constantemente alteradas através de mudanças constantes na estratégia, realizadas a partir do entendimento de sua configuração organizacional atual e de suas necessidades futuras.

No seu livro, Safari de Estratégia (2010), Henry Mintzberg apresenta um estudo detalhado destas escolas; e em seu artigo intitulado Five Ps for Strategy (1987), ele conclui que a estratégia pode ser entendida pelas empresas e pelos indivíduos através de cinco lentes ou cinco conceitos que ficaram conhecidos como os cinco P de Mintzberg para a estratégia:

Plano (Plan): A estratégia entendida como formulação de diretrizes e ações para aumentar a participação da empresa no mercado (Escola do Planejamento e a Escola de Design);

Pretexto ou Manobra (Ploy): A estratégia percebida como um estratagema para enfraquecer ou derrubar seus competidores (Ex.: Escola Ambiental);

Padrão (Pattern): A estratégia entendida como um comportamento consistente e padronizado ao longo do tempo, especializando a empresa em uma posição no mercado (Ex.: Escola de Recursos e a Escola do Poder);

Posição (Position): A estratégia vista como fruto do ambiente ou nicho onde a empresa está inserida; a escolha de uma posição no mercado que seja mais favorável no momento para encontrar recursos e gerar receitas (Ex.: Escola do Posicionamento e Escola do Planejamento);

Perspectiva (Perspective): A estratégia percebida através da leitura da empresa do ambiente que a cerca no presente e de suas perspectivas futuras; a procura de mecanismos internos na organização para preparar a empresa para integrar-se a este ambiente e capturar oportunidades atuais e futuras nele (Ex.: Escola Empreendedora e a Escola do Conhecimento).

Cabe ressaltar que se observada a atuação estratégica das grandes empresas no mercado, pode-se concluir que cada organização atua segundo a visão de um ou de no máximo dois dos cinco P de Mintzberg. Esta especialização da visão estratégica é função das crenças, valores e cultura de cada empresa, garantindo a manutenção e sobrevivência desta cultura.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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