por Guilherme Ceotto Metello

Quantas vezes ouvimos a frase de que a vida é uma selva? Ela surgia sempre em algum contexto de agressividade, competitividade, artimanhas ou enganações, enfim, qualquer coisa que nos atingiu de alguma forma. Muitas vezes fomos ensinados que deveríamos encarar a nossa vida profissional imaginando isto mesmo, que o mercado era a própria selva, e que as empresas e as pessoas que nelas trabalham têm as atitudes dos animais selvagens. Um fato porém que sempre me chamou a atenção é que quase todos que falam isto não têm a menor ideia de como é a selva real.

Mas como será esta tal selva de que tanto se fala?

Eu sempre tive a curiosidade de conhecê-la de perto. Em 2010, finalmente, após avaliar algumas alternativas, decidi fazer uma viagem até o Serengeti, o maior parque da África, verdadeiramente o local onde alguém que quer ver animais selvagens no seu habitat natural deve ir. A viagem é imperdível e daquelas que ficam gravada na nossa mente para sempre. O Serengeti recebe a maior parte da chamada migração. Ela é constituída por uma multidão um pouco maior do que aquela que se acotovela na Praia de Copacabana para ver os fogos do Réveillon, calculada em torno de 3 milhões de animais, entre gnus, zebras e antílopes de muitos tipos. Eles atravessam pacificamente regiões dos outros animais herbívoros que não migram, como búfalos, girafas, rinocerontes, elefantes e hipopótamos, mas também territórios de seus predadores naturais, leões, guepardos, leopardos, crocodilos, hienas.  Esta multidão todo ano se movimenta pelas diversas áreas do Serengeti, na Tanzânia, e dos parques do Quênia, perseguindo o caminho das chuvas e com elas o melhor pasto para sua alimentação. Após um ano, os animais retornam ao ponto inicial e iniciam um novo ciclo, que se repete anualmente, desde um passado muito remoto.

A migração é uma escolha ou uma consequência? O fato é que nenhum local serviria para alimentar uma quantidade tão grande de animais. Se em tempos passados estes animais optaram por se tornar uma população muito grande, como na visão de futuro de uma empresa de mercado de massa, o fator crítico de sucesso seria a alimentação desta população, e a principal ação estratégica seria o rodízio de pastos, descansando o já consumido e buscando outros ainda verdes e nutritivos. Esta decisão traz muitos riscos, sendo o mais espetacular deles a travessia dos grandes rios, infestados de crocodilos, onde acontece a cada ano uma grande carnificina. Mas não há crescimento sem risco nem perdas. Os elefantes, por exemplo, optaram por uma vida tranquila. Ficam sempre na mesma região, sua população é relativamente pequena e cresce muito pouco. Sua vida é longa e não são ameaçados por nenhum animal. Também não ameaçam ninguém, apesar de serem os animais mais fortes da selva. São como uma grande empresa focada em um segmento em que não tem concorrentes e que também não almeja novos mercados.

Dentro do parque predominam os acampamentos e praticamente não existem hotéis, porque, uma vez que os animais ficam apenas um período em cada lugar, eles ficariam vazios a maior parte do tempo. Os acampamentos são constituídos por um conjunto de barracas que são montados na região onde os animais estão naquele período, depois são desmontados e armados mais à frente, ficando em geral de um a dois meses em cada lugar. Como a minha viagem foi em janeiro, ficamos em um acampamento próximo ao lago Ndutu, na região onde estava a migração. O acampamento era bastante confortável, e as tendas fortes o suficiente para nos deixar razoavelmente tranquilos ao ouvir os urros dos leões próximos durante a noite.

A viagem começou no inacreditável aeroporto regional de Dar-Es-Salaam, que é a maior cidade da Tanzânia. Olhando de fora não dava para acreditar que aquilo fosse um aeroporto. Era uma casa tosca no meio de uma rua residencial, empoeirada, e sua entrada era uma porta de casa. A bagagem era pesada com uma balança manual, de mola, do tipo que os compradores de jornal usavam há 60 anos aqui no Brasil. No que se chamava de check-in havia um guichê onde uma pessoa com uma listagem de computador apontava o avião que deveríamos pegar.

De lá embarcamos em um bimotor a hélice de 12 lugares da Coastal, rumo à pista do Serengeti. Todos os voos internos na Tanzânia utilizam estes aviões, monomotores ou bimotores, entre 6 e 20 lugares, que dizem ser muito seguros. Os pilotos são, na maioria, mulheres, e todos eles europeus. A viagem foi incrível, pois o avião voa a baixa altitude, sobrevoando a selva, e podíamos ver as manadas todo o tempo. A viagem durou cerca de 5 horas, com uma conexão em Arusha e uma escala em Lake Manyara; o dia estava lindo e não balançou nada. Os voos não davam nenhum medo, exceto na volta quando paramos para uma escala em Zanzibar e vimos boquiabertos o piloto fazer uma “chupeta” na bateria antes de decolar novamente para Dar-Es-Salaam.

Algum estresse só na chegada ao Serengeti, em uma pista de terra no meio do nada e sem ninguém a não ser os guias que foram pegar seus passageiros em utilitários 4×4. Se o nosso não estivesse lá não tenho ideia do que teríamos feito. Mas o simpático Zephaniah logo apareceu para nos dar as boas-vindas e foi um guia extraordinário durante os três dias da nossa estada trazendo todo o seu grande conhecimento de tudo no parque, e todas as informações que serão compartilhadas neste post, onde vamos falar dos habitantes desta região, e da estratégia de sobrevivência que cada um desenvolveu ao longo de milhares de anos, os herbívoros para escapar dos seus predadores e estes para a caça de suas presas.

O animal mais primário da migração é o gnu, um bovídeo de corpo disforme, muita força e velocidade.

Se fosse uma empresa seria classificada como empresa de massa, foco no volume de produção mais que na qualidade e menos ainda na diferenciação.

Os gnus representam a maior parcela dos migrantes, seu número estimado é de 2 milhões, o que comprova que sua estratégia tem funcionado. Qual é o seu segredo? Apenas um, correr, correr sempre, sem parar, é um Forrest Gump de 4 patas. O filhote de gnu 5 minutos depois de nascer já começa a correr, é um recorde mundial entre os mamíferos de grande porte. E ele tem que aprender muito rápido, porque a manada não espera, e se ele ficar para trás a sua vida será muito efêmera, alimento de centenas de predadores que esperam uma chance como esta. Aparentemente correr é a única coisa que está na sua mente, nenhuma memória de fatos passados parece permanecer. Situações que todos os demais aprenderam e evitam, os gnus repetem ano após ano da mesma forma. Como com relação ao pequeno lago salgado, próximo ao lago Ndutu,  o único de consumo impróprio de toda a região, cuja água todos os animais evitam, exceto os gnus, e todo o ano há uma enorme mortandade deles e dezenas de corpos ficam boiando ou nas margens do lago, servindo de alimento às hienas e aos abutres. Nas travessias de rios e escaladas mais difíceis também morrem muitos, porque eles se atiram atabalhoadamente ao mesmo tempo, uns atropelando e passando por cima de outros. Mas para eles não há problema, é só gerar mais uma porção de filhotes e a população se restabelece.

Mas os gnus reconhecem suas limitações, e reconhecem as zebras, suas companheiras de migração, como animais mais inteligentes, e as seguem, sendo elas que tomam as decisões de partir e para onde e quando. (Quem diria? E nós ainda chamamos alguém não muito inteligente de zebra!)

Na migração, os gnus se dividem em milhares de manadas, assim como as zebras e os antílopes, que se juntam, formando grupos, cada um constituído por gnus, zebras e antílopes. O grupo procura se movimentar sempre junto, principalmente quando é atacado. A união é sua maior força e os predadores tentam dividir o grupo para derrotar algum animal mais fraco. O animal que se afasta do grupo nesta hora tem pouquíssima chance de sobrevivência, enquanto que se o grupo se mantiver coeso limitará muito a oportunidade do atacante ser bem sucedido.

Na vida profissional muitas vezes é inteligente agir como os gnus, em algum momento, seguindo alguém com mais experiência e que servirá de referência.

Também existem empresas cuja estratégia é de seguir outras mais capazes na criação ou em desenvolvimentos de negócios. Isto acontece principalmente com empresas jovens, que ainda não têm capacidade de criação de novos produtos, nem são ainda conhecidas no mercado. Estas empresas se especializam na capacidade e rapidez de copiar as líderes ou a sua referência neste momento da sua vida. Algumas delas acabam adotando esta estratégia permanentemente, consistindo o seu diferencial competitivo na capacidade de definir e produzir rapidamente um produto a partir do lançamento de seu concorrente.

As zebras também são velozes, mas não tem o instinto de correr sempre como os gnus. Até porque elas têm uma arma que pode ser fatal, o seu coice, temido até mesmo pelos leões. O número de zebras na migração é estimado em cerca de 500.000.

 Os antílopes são estimados em 500.000, de muitas espécies diferentes. Sua arma é a velocidade e dificilmente pode ser alcançado por qualquer dos carnívoros da selva em uma corrida livre. Tem as pernas finas e compridas e são muito ariscos, disparando ao menor sinal de perigo. Um deles, que é o preferido dos leões e dos guepardos, é pequeno e tem uma mancha na testa que lembra o M do McDonald, e por isso é chamado maldosamente de fast food pelos nativos.

 O elefante é o maior dos herbívoros da África e o mais forte dos animais. Também é o que tem a vida mais longa, podendo viver mais de cem anos. A não ser como filhote, não são ameaçados pelos carnívoros predadores, que sempre vão preferir procurar uma presa menor. Um elefante enfurecido porá para correr qualquer animal no seu caminho, inclusive os leões. Eles se alimentam de uma quantidade incrível de relva e folhas e galhos de árvores, podendo chegar a 150kg por dia, o que não é tanto comparado com o seu peso de até 6 toneladas, mas que acaba causando um nível de destruição no ambiente. Quando eles não alcançam algum galho ou fruta em que estejam interessados, simplesmente derrubam a árvore para comê-los. Gostam muito de frutas, como a marula que é muito usada para fazer o famoso licor Amarula, e quando não a alcançam com sua tromba sacodem fortemente a árvore até elas caírem e comem-nas em grande quantidade. Como elas fermentam muito, é comum ver um elefante bêbado depois da refeição. Normalmente já são estabanados, neste estado então ficam totalmente desgovernados e saem destruindo dezenas de árvores, que no Serengeti são raras.

Os elefantes têm um período de gestação de quase 2 anos, e o filhote demora um longo tempo até ficar adulto. As fêmeas costumam andar em grupos de até 20 indivíduos, para maior proteção dos filhotes que as acompanham e comandadas por uma matriarca. Os machos frequentemente vivem isolados, a não ser na época da reprodução.

O leopardo é um dos animais carnívoros mais ameaçado de extinção. Na região do lago Ndutu por exemplo, existem apenas 30, contra 1200 leões. Ele vive em árvores e caça sempre à noite e sozinho. Sua grande habilidade em subir nas árvores é sua defesa contra os outros predadores que andam em grupos, como os leões e as hienas, que lhe tomarão a presa em solo. Por isto, depois de caçada a presa, o leopardo a carrega para o alto de uma árvore para poder devorá-la sossegadamente. O seu ponto fraco é o individualismo, que naquele ambiente extremamente competitivo torna tudo mais difícil, mesmo com a sua grande habilidade individual.

Os guepardos atuam em grupos em geral de 3 indivíduos. Sua presa preferida são os antílopes e para conseguir capturá-los são capazes de atingir a maior velocidade dos animais terrestres, cerca de 120 quilômetros por hora, mas por pouco tempo. Eles usam uma estratégia de cercar o animal visado fazendo com que ele corra na direção de um deles. Também vivem em árvores como os leopardos, mas como não tem força suficiente para levar a sua presa para cima de uma árvore, tem que comê-la o mais rapidamente possível, antes da chegada de algum animal mais forte.

 As hienas não são muito famosas entre os principais animais da selva. São personificadas, como no filme  Rei Leão, em animais traiçoeiros, formadores de quadrilhas, mais do que grupos, e que vendem seus serviços para outros animais , carniceiros e aproveitadores. Na verdade não é nada disso. As hienas são animais versáteis, com importantes características pessoais e que formam grupos independentes, muito coesos e fortes.

Se fosse uma empresa, eu diria que sua estratégia é a diversificação.

São caçadores temíveis, ao mesmo tempo que se alimentam também de animais mortos e carniças. Sua embocadura é muito forte, capaz de dilacerar ossos de qualquer animal. Atuam em grandes grupos, podendo chegar até a 90 indivíduos. A líder do grupo é sempre uma fêmea, geralmente a mais feroz e agressiva.   Em grupo grande são temidas até pelos próprios leões, que muitas vezes tem que abandonar a sua presa para o seu feroz adversário. Quando existe um enfrentamento, a fêmea alfa é o alvo preferido dos ataques. As hienas personificam bem o conceito comum da selva, com a luta diária pela alimentação e pela sobrevivência.

Existem pessoas, que assim como as hienas, aceitam qualquer trabalho e procuram se desempenhar bem dele, desde que vejam como oportunidade de ascender na carreira. Nunca desistem dos seus objetivos, nem se intimidam com adversários. Muitas empresas desenvolveram uma cultura de competição interna muito forte, onde somente as pessoas bastante agressivas e competitivas conseguem prosperar e se manter. Muitas vezes também formam grupos para se fortalecer e alcançar seus objetivos.

O leão está no topo da cadeia alimentar, e sua vida é bastante romanceada, talvez porque as pessoas se sentem atraídas pelo sentimento de poder e a força que eles demonstram. Quem vê algum filme, ou livro exaltando este animal acha que a sua vida é realmente fantástica, uma daquelas aventuras dos contos das mil e uma noites. Assim como as pessoas invejam os presidentes ou diretores das grandes corporações, com todo o poder e os salários que imaginam que eles têm.

Assim que nasce começa o treinamento do leão para o papel que vai exercer no mundo animal. Desde os primeiros tempos são levados pelas mães para as pracinhas, como acontece com os nenéns humanos que vão tomar seu banho de sol matinal. Os leõezinhos passam de 2 a 3 horas diariamente, desde o amanhecer até o sol africano ficar quente demais para suas atividades, com brincadeiras de lutas, perseguições, ataques simulados, todas elas treinamento para a sua vida adulta. As mamães leoas ficam escondidas nessa hora, vigilantes na proteção aos filhotes mas não intervém em nenhum momento nas brincadeiras.

Mais tarde um pouco, por volta dos dois anos de idade, os leõezinhos são incentivados a se iniciar no treinamento das caçadas, em geral com animais pequenos. Essa fase vai até cerca de 3 anos. Nessa hora já são considerados adultos, e são despachados para o mundo, para seu desenvolvimento final. (Algo como a cultura americana quando os filhos vão para as universidades aos 17/18 anos?).

Um leão bem sucedido vive em geral até os 20 anos. Os grandes leões adultos têm a sua força máxima entre os 8 e 12 anos, o seu grande momento. Nesta época eles possuem seu território, suas fêmeas e filhotes, e sua principal preocupação é a defesa deste território contra os leões que possam vir a desfiá-lo, ou outros animais que possam ameaçar o grupo, como hienas, leopardos, etc.

Um jovem leão de 3 ou 4 anos não tem a menor condição de enfrentar um leão desta idade, assim os filhotes expulsos das suas comunidades tornam-se nômades, acompanhando em geral os grupos de migração em busca de alimento e se desenvolver e fortalecer até poder pleitear o seu próprio território. Neste período eles têm que tomar muito cuidado para não invadir um território de um leão dominador, porque serão rapidamente mortos se forem pegos.

Quando atingem a idade da plenitude, está na hora de montar seu próprio grupo e tornar-se seu líder. Só que a coisa não é tão fácil, principalmente com relação ao território. Afinal, não existem tantos territórios assim, e é muito difícil encontrar uma boa área de caça que não esteja dominada por um leão macho disposto a defendê-la com unhas e dentes.  A única maneira então é desafiar um destes proprietários, vencê-lo e passar então a ser seu novo líder. As leoas do grupo não tomam partido nesta disputa, passando a acompanhar e aceitar a liderança do vencedor da disputa. O leão derrotado é expulso do grupo e normalmente não tem forças para lutar por algum outro território, tornando-se um andarilho como os jovens machos e caçando ele mesmo sua subsistência. Ao longo do tempo os dentes começam a cair e ele só consegue caçar ratos e outros pequenos animais no final da sua vida.

Vencendo a batalha e conquistando o território, qual é então a primeira atitude do novo comandante do grupo? Eliminar quaisquer possíveis ameaças futuras ao seu domínio. Assim ele mata todos os filhotes machos do leão anterior que ainda estejam no grupo.

Já vimos isto em algum lugar. No Príncipe, tratado político que Maquiavel endereça ao Duque de Urbino, que acabara de realizar uma conquista de território, há o seguinte texto:

 “E quem conquista, querendo conservá-los, deve adotar duas medidas: a primeira, fazer com que a linhagem do antigo príncipe seja extinta; a outra, aquela de não alterar nem as suas leis nem os impostos; por tal forma, dentro de mui curto lapso de tempo, o território conquistado passa a constituir um corpo todo com o principado anterior”.

 Provavelmente vocês conhecem algum exemplo semelhante, em que um novo dirigente demite todas as pessoas escolhidas pelo dirigente anterior, para dificultar ao máximo qualquer possibilidade de volta deste, ou mesmo de alguém ligado a ele. Também é comum o caso daquele gerente que se cerca de pessoas fracas para evitar ser ameaçado pelo crescimento de alguém na equipe. Esta pessoa nunca será um líder efetivo na empresa porque só contará com as suas ideias para o crescimento da organização, em vez de agregar as ideias ou opiniões de pessoas capazes, que possam realmente fazer diferença.

A ninhada de uma leoa é de 3 ou 4 filhotes, que são gerados quase sempre em coitos diferentes. Por causa disso, a preocupação do leão chefe do grupo é tão grande que quando uma leoa está no cio, o leão se afasta com ela por alguns dias, realizando coitos de 20 em 20 minutos, sem parar e sem perder a leoa de vista nem por um momento, até que perceba pelo cheiro que a leoa esteja prenha. Os leões não comem neste período, e mal descansam. O macho perde muito peso e fica quase a pele e osso.

Muitas vezes olhamos para uma personalidade do alto escalão de uma empresa e sentimos inveja da sua situação, do seu salário e do poder que ele exerce. Sem dúvida são excelentes atrativos, e por isto muita gente anseia por estes lugares. Mas e o que está por trás disso? E qual é o custo de chegar até lá e manter esta posição?

O conhecimento mais aprofundado da vida na selva nos traz vários e ricos ensinamentos.

O principal deles é a incrível lição de equilíbrio da vida terrestre, onde nenhum animal é mais importante do que outro e todos têm a sua parcela na continuidade das espécies e da vida na terra.

Também é impressionante a implacabilidade da lei da sobrevivência na selva. Um animal ferido ou doente se afastará do seu grupo, ou por não poder acompanhá-lo, ou por não poder auxiliá-lo mais. Este animal será a nova presa dos predadores, seja ele um gnu, uma girafa ou mesmo um leão. Não existe clemência na selva. Também não existem conchavos, subornos ou corrupção. Nem há necessidade de advogados ou juízes, todos conhecem a lei e a seguem naturalmente.

Cada animal tem um papel inexorável ao nascer. Nenhum deles tem como recusar a vida que terá. Ele já nasce com tudo determinado e age instintivamente da mesma forma que todos antes dele fizeram e todos depois dele farão também.

O homem, ao contrário, tem a possibilidade da escolha. Ele tem a inteligência, o caráter, a ética e os sentimentos, qualidades que o fazem poder diferenciá-lo dos animais. As suas regras podem ser mais flexíveis (mais humanas) que as da selva, porque ele pode escolher o seu papel na sociedade. Ele tem a opção de agir como um leão, uma hiena, um gnu ou um elefante. E pode mudá-la ao longo do tempo.

Mas ao mesmo tempo ele pode ser extremamente cruel com o seu semelhante, coisa que nenhum animal faz. A miséria, a fome, o desperdício, a exploração dos indivíduos, as guerras, a violência, fazem parte do nosso mundo humano atual.

Hoje temos a maior concentração de riquezas da história da humanidade, a maior destruição do meio ambiente, e de recursos que são vitais, como a água. E isto tudo quase nunca para melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas para atingir valores de riqueza, poder, status, que realimentam esta situação.

O homem é capaz de mudar os destinos de todas as espécies de animais, dele mesmo e do planeta em que vivemos. É fundamental que ele tome consciência disto e que aja para torná-lo um lugar melhor para se viver.

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