Muitos visitantes do novo site da Quântica Consultoria Empresarial têm perguntado por que no cabeçalho da página principal há um peixinho vermelho pulando do seu aquário individual para outro aquário cheio dos seus semelhantes. Os profissionais e professores que visitam o sítio ponderam: “Não seria melhor que fosse ao contrário? Afinal você é um professor de estratégia e esta seria uma maneira de louvar a tentativa de encontrar novos mercados, ao que W. Chan Kim e Renée Mauborgne chamaram, em seu livro, de Estratégia do Oceano Azul (2004)”. Esta é a visão típica de um cidadão ocidental ilustrado e bem formado.

Contudo, um oriental de mesma formação e experiência talvez discordasse. Afinal, os orientais são especialistas em trabalho em equipe, parcerias, grupos conglomerados, enfim, em colocar cada pessoa para dar o seu melhor num trabalho em prol do resultado de um grupo. Possivelmente aí esteja uma oportunidade de aprendizado para nós ocidentais. Trabalhar em grupo é uma tarefa incrivelmente extenuante para os que foram educados nas culturas do sol poente. Lidar com vizinhos em um prédio de apartamentos, participar de reuniões de condomínio, dirigir no trânsito das grandes cidades, comparecer a reuniões com outras áreas da empresa, é sempre encarado mais como uma ameaça (de brigas e confusões com outras pessoas) do que uma oportunidade de resolver um problema ou melhorar um processo.

O movimento natural de um peixinho vermelho (Oriental) é o de procurar seus pares para realizar um planejamento mais eficaz, desdobrando as estratégias da empresa e as diretrizes da Holding (E.C.D.) em objetivos estratégicos para cada peixinho; é o de trabalhar mais por processo do que por função, aumentando seu conhecimento da organização e o leque de parceiros visando resultados mais duradouros para a companhia; é o de melhorar sua capacidade de relacionamento com as pessoas, sejam elas clientes, chefes, subordinados ou colegas de trabalho; é o de investir cada vez mais em projetos para que as competências chave da empresa trabalhem lado a lado na procura de soluções e maior eficiência no trabalho em equipe.

O aprendizado com os peixinhos vermelhos (orientais) pode levar os peixinhos azuis (aqueles que investem mais nas soluções individualizadas) a um aumento na sua capacidade de apreciar e de se relacionar com as coletividades sejam elas familiares, empresariais, filosóficas, religiosas, geográficas ou planetárias. O polímata brasileiro Rui Barbosa de Oliveira disse certa vez: “Dilatai a fraternidade cristã, e chegareis das afeições individuais às solidariedades coletivas, da família à nação, da nação à humanidade”. Ou seja, a coletividade deve prevalecer.

Portanto, a figura que retrata o movimento dos peixinhos vermelhos, aparentemente no sentido equivocado, serve para nos alertar que evitar a participação mais proativa nas diversas comunidades existentes não será mais possível no médio prazo. Como diriam os Borgs, coletividade alienígena do seriado Star Trek – The Next Generation (1989): “Resistance is Futile!”.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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