Diferença entre Objetivos e Metas

Objetivos são os fins, os resultados que uma organização ou pessoa deseja alcançar, devendo alocar recursos para que aconteçam; enquanto metas são os objetivos quantificados e qualificados em termos de prazo, possibilitando o alinhamento dos esforços e dos recursos. Portanto, podemos definir meta pela seguinte equação:

META  =  OBJETIVO  +  VALOR  +  PRAZO

Onde o objetivo almejado pode ser medido e acompanhado através de um indicador; e onde valor é o desempenho desejado do indicador num determinado prazo.

Metas não existem apenas no ambiente empresarial para que os profissionais de uma organização se dediquem ao seu alcance. Elas devem ser utilizadas em qualquer área do cotidiano para incentivar o atingimento de algo que se deseja para a própria vida. Alguns exemplos de metas pessoais podem aqui ser apresentados: Fazer uma viagem ao exterior (OBJETIVO) a partir da economia de X Reais (VALOR) até o final do próximo ano (PRAZO); ou, pagar todas as dívidas (OBJETIVO) acima de Y Reais (VALOR) até o final do ano 20XX (PRAZO).

Porque as metas necessitam ser desdobradas?

Para alcançar grandes objetivos, é preciso que estes sejam desdobrados em objetivos menores, com metas parciais, em muitos casos compartilhadas com outras pessoas que tenham o mesmo propósito. Isto é comum nos ambientes de trabalho, mas também deveria ser perseguido numa família ou num grupo de amigos. No exemplo da viagem ao exterior, se alguns familiares ou amigos têm a mesma intenção, deve-se quebrar este objetivo em partes, repartindo-as com os postulantes, visando trazer resultados em menores prazos. A compra de muitas passagens numa só aquisição pode trazer descontos no preço. O aluguel de um apartamento com dois quartos por uma semana, pode sair mais barato que as diárias de dois quartos num hotel, multiplicadas por sete dias. E as duas alternativas abrigam duas pequenas famílias ou dois casais. A compra de ingressos para uma atração (um parque de diversão ou um museu) pode ter descontos se forem adquiridos muitos ingressos. Portanto, é interessante desdobrar o objetivo “fazer uma viagem ao exterior” em três outros: comprar passagens aéreas, alugar um imóvel por temporada no país de destino, e adquirir ingressos para algumas atrações. Estes novos intentos podem ser delegados a diferentes pessoas, mesmo salvaguardando os valores, ou seja, cada família deve responsabilizar-se pelos valores da sua parte em cada um dos objetivos fracionados. O foco de cada dono de objetivo trará prazos menores em sua execução; enquanto o volume que cada um trata, reduzirá os custos (valores) de cada objetivo desmembrado. Quem trabalha com desdobramento de metas na vida, torna-se exímio nesta prática, podendo utilizá-la no trabalho ou em qualquer outra organização.

Objetivos podem ser desdobrados em outros objetivos, como também em ações para que este seja alcançado. Alugar um imóvel não é uma simples ação, exige um maior desdobramento desta atividade, como por exemplo: pesquisar preços dos aluguéis; fazer uma proposta ao locador, neste caso possivelmente em língua estrangeira; assinar um contrato de locação. Por outro lado, comprar uma passagem aérea é uma ação simples, que pode ser feita de casa por telefone ou pela internet.

Como conceber metas eficazes?

Os requisitos para a criação de uma meta devem obedecer a certos critérios batizados como SMART: As metas devem ser voltadas especificamente (Specific) para aquilo que se quer atingir; devem ser mensuráveis (Measurable) para garantir sua realização, mesmo que esta medição não envolva números, como numa escala LIKERT (Ex.: muito satisfeito, satisfeito, parcialmente satisfeito, insatisfeito, totalmente insatisfeito); devem ser ousadas (Relevant), porém atingíveis (Achievable) para não desmotivar seus executantes e evitar uma desistência precoce do alcance do objetivo; por fim, têm que ter prazo (Time bound) para que não se percam no tempo. No exemplo da viagem ao exterior, uma meta SMART poderia ter o seguinte enunciado:

Comprar X passagens aéreas na classe econômica, para o país Y, por menos de Z dólares americanos, até o dia DD/MM/AAAA.

O valor da variável Z vai estabelecer se a meta é Relevante e Alcançável.

Como priorizar metas?

Mas e se uma pessoa estiver sobrecarregada de metas? O que fazer para escolher as que devem ser atendidas de forma prioritária? Uma maneira um tanto subjetiva, mas eficiente para priorizar metas (objetivos + valores + prazos) é utilizar uma matriz GUT. Esta matriz desenvolvida por Kepner e Tregoe, visa orientar decisões mais complexas; aquelas que envolvem muitas questões. A matriz pode classificar cada meta pela ótica da gravidade (importância da meta), da urgência (no alcance dela) e pela tendência (dela escapar do alcance da pessoa se não for conquistada com rapidez). Na matriz devem ser listadas todas as metas de uma pessoa, e atribuída a cada uma delas uma nota de 1 a 5 para os três aspectos da ação: Gravidade, Urgência e Tendência. As notas atribuídas a cada aspecto devem ser multiplicadas para se obter uma pontuação de prioridade; quanto mais pontos, mais prioritária é a meta.

No exemplo da viagem versus o pagamento das dívidas, uma matriz GUT poderia ter o seguinte formato:

matriz-gut-pessoal

Mesmo que a importância (gravidade) das duas metas seja a mesma, a urgência da segunda e o problema que pode trazer à pessoa se ela não for alcançada logo, apontam para a maior prioridade da meta “pagar todas as grandes dívidas”, que deve ser atacada primeiro.

Como controlar metas e o que esperar delas?

A partir do objetivo principal, as metas devem ser sempre quebradas em metas ou ações menores, com prazos intermediários. Estes devem ser acompanhados diária ou semanalmente para garantir que o prazo final seja cumprido.

A simples realização destes pequenos desafios trazem ao ser humano algumas boas sensações, tais como: o senso de propósito (estar sempre à busca de algo); o sentido de rumo e evolução (estar sempre caminhando na direção dos sonhos ou do aperfeiçoamento), além da sensação de dever cumprido em prol da própria pessoa ou em benefício dos grupos aos quais ela pertence.

Referências

KEPNER, Charles H. & TREGOE, Benjamin B. O Administrador Racional. São Paulo: Atlas, 1981.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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