Um organograma ou diagrama organizacional de uma empresa é uma maneira incompleta de representar uma organização. Dele podemos entender, por sua vertical, o mecanismo de poder da empresa, ou seja, quem manda mais que quem na companhia; da sua horizontal, pode ser obtida a estrutura de responsabilidades da organização, que áreas são responsáveis por que assunto; e, por fim, do seu todo se captura de que forma a companhia distribui suas forças para atender ao mercado onde atua. Contudo, esta é uma representação que não nos mostra o relacionamento entre áreas, o fluxo de seus processos operacionais, nem a ênfase estratégica que a empresa deseja dar a cada uma de suas áreas. Os diagramas da Cadeia de Valor e o Mapa Estratégico da empresa são complementos importantes para entender melhor uma organização.

Tentando evoluir o desgastado organograma, Henry Mintzberg e Ludo Van der Heyden (1999) propuseram uma nova maneira de entender a forma de uma organização: O organigraph. Esta maneira mais reveladora de mapear a estrutura formal de uma empresa apresenta adicionalmente as maneiras com que as pessoas se organizam para ajudar os gestores a encontrarem oportunidades competitivas inexploradas. O diagrama que, em português, poderia receber o nome de organográfico é composto por novos componentes, além daqueles tradicionais de um organograma, que recebem os nomes de ponto central (hub em inglês) e rede (web em inglês). Um ponto central serve como um centro de coordenação; é qualquer ponto físico ou conceitual para o qual pessoas, coisas e informações se movem. Por outro lado, redes são conexões sem um centro: elas permitem comunicação aberta e movimentação contínua de pessoas e idéias. Um ponto central pode ser uma série de coisas: Um prédio, um gerente, uma competência essencial, uma máquina. Já os nós de uma rede podem ser pessoas, times de projeto, computadores ou qualquer outra coisa, desde que conectados. De acordo com Mintzberg e Heyden (1999), enquanto num ponto central os gerentes coordenam as atividades, na rede os gerentes facilitam a ligação entre áreas e profissionais, dando energia a estas atividades.

Embora existam vários formatos para um organigraph, assim como acontece com um organograma, a figura desta seção mostra a diferença entre um organograma convencional e um organigraph de um Jornal. No organigraph pode ser vista a representação do processo produtivo da empresa, bem como a diferença entre suas atividades principais e as de suporte, o que não é possível num organograma. No organigraph as atividades principais são nós de rede, enquanto a fase de distribuição do jornal à sociedade é um ponto central, pois tudo converge de forma direta ou indireta para ela.

Alguns adeptos do organigraph apresentam suas empresas através dos dois tipos de diagrama (organograma e organigraph) para que o mecanismo hierárquico da organização não seja perdido ou desprezado. Apesar da proposta do organigraph estar na mesa desde 1999, ainda não são muitos os adeptos desta maneira inovadora e mais completa de representar uma organização.

figura-11-wg-organigraph-de-um-jornal

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