Organização Infinitamente Plana: Assim são chamadas, pois não há limites inerentes à sua expansão. Neste tipo de configuração o ponto central da rede contém uma forma altamente especializada de intelecto; por exemplo, o conhecimento operacional de uma organização de franchising de fast-food ou um imenso volume de dados em poder de uma corretora de valores. Cada nódulo se torna o local de novidade, o ponto no qual o know-how do centro é aplicado aos problemas dos clientes. Através destes nódulos uma organização pode obter conhecimento analisando eficientemente o mundo exterior, para então transferir a curva da experiência cumulativa de seus muitos nódulos para cada nódulo individual.

Organização Invertida: Nesta forma, o foco principal do intelecto são os nódulos contatando os clientes, não o centro. Hospitais ou clínicas médicas, unidades de cuidados terapêuticos ou empresas de consultoria de engenharia são exemplos destas situações. O ponto de novidade criativa também está no nódulo, tipicamente porque é aqui que um serviço é adaptado de forma singular e entregue ao cliente. Os nódulos tendem a ser profissionais e auto-suficientes. Não há ligação direta para mudar o intelecto rotineiramente de um ponto ao outro. Quando o know-how crítico se dispersa, ele o faz formalmente do nódulo para o centro, e daí para os outros nódulos, diferentemente da organização infinitamente plana, onde os nódulos se intercomunicam para tal.

Organização Teia de Aranha: Esta forma de organização é uma rede verdadeira. Muitas vezes, não há hierarquia interferente ou centro emissor de ordens entre os nódulos nestas organizações. O local do intelecto é altamente disperso, localizado mais nos nódulos de contato, como na organização invertida. Entretanto o ponto de novidade é um projeto ou problema que requer a íntima interação de nódulos ou a procura de outros que, por acaso, tenham conhecimentos ou habilidades especiais que o problema ou projeto requerem. O know-how da organização é essencialmente latente, até que um projeto a force a materializar através de conexões que as pessoas fazem entre si.

Organização Aglomerada: Assemelha-se superficialmente a uma teia de aranha, porque o modo de transporte de know-how é feito novamente de nódulo para nódulo. No entanto, o local do intelecto reside em aglomerados não muito bem definidos, que normalmente executam alguma atividade relativamente permanente (como análises de staff, inovação técnica de longo prazo ou relacionamentos com clientes) e requerem profunda competência em disciplinas específicas (Mills, 1991). Os membros dos aglomerados, que tendem a ficar próximos uns dos outros, poderão formar-se e reformar-se em pequenas equipes para resolver problemas específicos, importantes para o sucesso do aglomerado.

Organização Raios de Sol: Esta organização é tecnicamente uma rede interorganizacional, mas que, por motivos especiais, as unidades organizacionais estão sob a mesma propriedade compartilhada. As organizações raios de sol são geralmente entidades criativas que se deslocam de unidades mais permanentes. Subsidiárias segregadas permanecem parciais ou totalmente pertencentes à matriz, e geralmente conseguem captar recursos externos independentemente. São controladas basicamente via mecanismos de mercado. São bons exemplos estúdios de cinema, fundos mútuos e grupos de desenvolvimento tecnológico.

Organização em Rede Neural: Uma novidade gerada a partir da combinação das melhores características dos modelos formais de organização em rede é a chamada estrutura em rede neural, que faz analogia direta com o cérebro humano: cada neurônio representa uma célula autônoma dentro dos processos organizacionais. As células podem ser um grupo de trabalho, uma área da empresa ou uma rede de empresas trabalhando em conjunto. Elas são responsáveis, integralmente, por um processo ou um subprocesso da empresa. Outra característica do modelo neural é que não existe uma coordenação central, e sim uma descentralização do controle das atividades, das decisões e dos processos. Trata-se do total abandono e substituição de estruturas, processo que exige grande apoio da alta administração, pois acarreta transformação radical. As organizações, conscientemente ou não, estão caminhando para o modelo neural em decorrência das vantagens deste modelo em relação aos tradicionais.

Referência:

MINTZBERG, Henry; QUINN, James Brian; LAMPEL, Josef; GHOSHAL, Sumantra. O Processo da Estratégia. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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