Em Star Trek, um famoso seriado de TV, o ator Leonard Simon Nimoy criou um personagem chamado Mr. Spock, uma alienígena de um planeta chamado Vulcano, cujos habitantes pautavam seu comportamento pela lógica, enterrando seus sentimentos de forma bem profunda em suas poderosas mentes. Na série, este foi o primeiro povo extraterrestre a fazer contato com nosso lindo, mas ainda conturbado balão azul. Este personagem tinha várias frases que marcaram o seriado como o seu cumprimento, onde ele desejava uma “vida longa e próspera”; além de sua filosofia para o trabalho em equipe, que dizia que “as necessidades de muitos superam as necessidades de poucos, ou de um só” (“logic clearly dictates that the needs of the many outweigh the needs of the few, or the one”). A frase era sempre contradita por seu superior, o Capitão James Tiberius Kirk, personagem do ator William Alan Shatner, e protagonista do seriado original. Será que o princípio era contestado por que o capitão era um Humano e descendia dos terráqueos de hoje, que praticam e acreditam que a vontade e as necessidades de uns poucos devem calar as necessidades e os sonhos de muitos?

David McClelland, Psicólogo americano, em 1961, desenvolveu uma teoria que busca explicar a motivação dos indivíduos em seu trabalho a partir da satisfação de suas necessidades. Essas necessidades correspondem aos níveis mais altos da pirâmide de Maslow e aos fatores motivacionais de Herzberg. Segundo o autor, três tipos de necessidade merecem atenção: as necessidades de REALIZAÇÂO, as necessidades de PODER e as necessidades de ASSOCIAÇÃO. Estas necessidades são desenvolvidas pelo indivíduo a partir da sua experiência de vida e de suas interações com outros indivíduos e com o ambiente. A necessidade de realização é o desejo da pessoa de atingir objetivos que lhe desafiem, em buscar fazer sempre melhor e mais eficientemente, em perseguir a excelência e o sucesso e em obter reconhecimento por suas conquistas. McClelland (1961) define a necessidade de associação como o desejo que o indivíduo tem de estabelecer, manter ou restabelecer relações afetivas positivas com outros indivíduos. Esta necessidade está intimamente ligada ao desejo de se sentir querido ou aceito. Dessa forma, indivíduos com alta necessidade de associação preferem trabalhos em que haja interações com outras pessoas e valorizam o trabalho em equipe onde haja cooperação, apoio, coleguismo, concordância e coesão entre os membros da equipe. Por fim, a necessidade de poder é o desejo que o indivíduo tem de possuir o controle dos meios de influenciar outros indivíduos. De acordo com o autor, pessoas que possuem uma alta necessidade de poder tentam se destacar ou causar impacto de alguma forma diante de outros, em detrimento de trabalhar com algo em que possam ter bom desempenho.

Considerando que os indivíduos possuem diferentes níveis de atração para cada uma das necessidades descritas por McClelland, cabe aos líderes das organizações e dos grupos de trabalho promover o alinhamento dos interesses individuais de cada colaborador aos do grupo de trabalho e aos da organização. Uma boa sugestão de ferramenta para que este alinhamento seja alcançado são as Cinco Regras Básicas da Liderança Exemplar, propostas por James Kouzes e Barry Pozner em seu livro O Desafio da Liderança (1997):

1. Desafiar o estabelecido, buscando novas oportunidades, experimentando e arriscando;

2. Inspirar uma visão compartilhada do grupo envolvendo as pessoas;

3. Permitir que os outros ajam, incentivando a colaboração;

4. Apontar o caminho, através do exemplo; e

5. Encorajar o coração de cada membro da equipe, reconhecendo as contribuições de cada indivíduo e celebrando as realizações.

Desta forma, um alinhamento entre as necessidades do indivíduo (the one), do seu grupo de trabalho (the few) e da organização (the many) poderá ser alcançado, justificando assim o contraponto que colocava um Humano do futuro, o capitão Kirk, à famosa frase do Sr. Spock: As necessidades de muitos não podem superar as necessidades de poucos; elas devem ser montadas a partir das necessidades dos grupos, que por sua vez são o resultado da integração das necessidades de cada indivíduo participante dele.

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