No dicionário, racionalidade é a “diferença específica que identifica o homem no gênero animal, aumentando a compreensão e diminuindo a extensão ao termo”. A racionalidade como atitude pessoal consiste na disposição de corrigir nossas idéias, ou seja, é uma intenção de examinar nossas idéias sob um olhar crítico, e a revisá-las à luz de outros conceitos e realidades. O Princípio da Racionalidade de Freud explica uma neurose como uma atitude adotada na infância precoce, porque ela se constituiu na melhor saída disponível para escapar de uma situação que a criança fora incapaz de compreender e a qual não sabia enfrentar. Assim, a adoção de uma neurose deve-se a um ato racional da criança. Ele também diz que a partir do momento em que um homem compreende inteiramente o que lhe aconteceu na sua infância, sua neurose irá desaparecer.

A racionalidade substantiva é determinada independentemente de suas expectativas de sucesso e não caracteriza nenhuma ação humana interessada na consecução de um resultado subsequente a ela; ela manifesta-se pelo mérito intrínseco dos valores que a inspira, de acordo com um elevado conteúdo ético, e orientado por um critério transcendente. Um bom exemplo seria a atitude de um menino que viu a dificuldade de uma senhora idosa para atravessar a rua e prontificou-se a ajuda-la nesta tarefa. Esta ação desinteressada, ou interessada no bem comum, normalmente é provocada pela racionalidade substantiva de uma pessoa.

A racionalidade instrumental caracteriza-se pelo grau de exatidão com que se atingem fins, estando assim, fundada no cálculo e na relação custo/benefício. Nela não se aprecia a qualidade intrínseca das ações, mas o seu maior ou menor concurso para atingir um fim preestabelecido, independentemente do conteúdo que possam ter tais ações. Um exemplo comparável com o do parágrafo anterior seria um policial de bairro ajudando a mesma senhora idosa a atravessar a rua. Independente do interesse do policial no bem comum, esta tarefa faz parte do seu treinamento e consta do rol de tarefas para que seu trabalho seja realizado de maneira eficiente e eficaz, ou seja, conta no seu resultado.

Não existe uma racionalidade ótima, nem deve haver predominância de uma racionalidade sobre a outra. O ser humano necessita praticar e exercer os dois tipos de racionalidade para participar do jogo da vida em sociedade, bem como do complexo ambiente das corporações modernas. Por exemplo, para viver em comunidade ou trabalhar em equipe um comportamento ético, permeado de ações solidárias onde exista espaço e liberdade para falar e ouvir facilita o alcance de resultados, o que só pode ser entendido e praticado a partir de uma racionalidade substantiva. Por outro lado, para que grupos familiares, comunidades ou times de projetos, consigam atingir os resultados esperados e acordados, fatores como responsabilidade, esforço, realização de tarefas que nem sempre são do agrado de cada membro do grupo, e rapidez são essenciais; estes fatores só podem ser conseguidos através da racionalidade instrumental de cada um dos integrantes destes grupos.

O uso puro e exagerado da racionalidade substantiva ou da racionalidade instrumental pode levar a caminhos indesejáveis. Por exemplo, os fanáticos religiosos, que utilizam uma racionalidade unicamente e extremamente substantiva, têm princípios muito bons e éticos, mas o uso não dosado destes princípios pode levar à imobilização ou a radicalização de idéias, ou pior, de atitudes. Por outro lado, alguns empresários defensores do uso exclusivo e intenso da racionalidade instrumental, podem levar os funcionários de suas empresas a um maquiavelismo perigoso, através da premissa de que o fim justifica os meios, realizando práticas antiéticas com seus concorrentes e muitas vezes ilegais, que acabarão prejudicando seus próprios clientes e a sociedade.

Portanto, o uso balanceado e adequado a cada ambiente dos dois tipos de racionalidade direcionam as pessoas para um perfil de Dr. Jekyll; já o contrário pode leva-los a uma feição de Mr. Hyde.

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