O conceito de gestão pode ser traduzido como a ordenação dos fatores de produção e controle de sua produtividade para a obtenção de resultados. O modelo de gestão de uma organização refere-se à forma como as empresas organizam suas atividades (projetos), e seus recursos (pessoas) de forma estruturada (processos) e previamente pensada (planejamento). Um modelo de gestão deve responder às seguintes perguntas de forma consistente:

1. Como a empresa atuará no mercado? (Planejamento)
2. Como o trabalho será realizado, de forma a alcançar seus objetivos? (Projetos)
3. Como seus processos gerarão seus produtos? (Processos: Gestão de Processos)
4. Como serão estruturadas suas diversas funções organizacionais? (Processos: Arquitetura Organizacional e Gestão por Processos)
5. Como agirá com as pessoas, que fazem funcionar a organização? (Pessoas)

Os tipos mais comuns de modelos de gestão e suas aplicabilidades são os seguintes:

Modelo Clássico: Preocupa-se apenas com as tarefas (3) e a estrutura (4); comuns em empresas familiares;

Modelo Comportamental: Focado nas pessoas e suas relações (5), dedica-se à forma de realização do trabalho (2); aplicado em instituições de ajuda como hospitais ou órgãos de serviço social;

Modelo Pragmático: Atento aos resultados (1) e à forma de atingi-los (3) (4); comuns em fábricas e ambientes de produção em escala.

A deficiência destes três tipos de modelo encontra-se na desatenção que cada um deles tem a algumas perguntas que devem ser respondidas por um modelo de gestão. Mais recentemente outros tipos de modelo vêm sendo aplicados para tentar cobrir esta pouca abrangência dos modelos tradicionais:

Modelo Sistêmico: Voltado para as relações entre os agentes produtivos (2) (5) e para os processos e funções da organização (3) (4); aparece nas instituições de ensino e nas empresas prestadoras de serviço;

Modelo Contingencial: Variáveis e flexíveis, estes modelos especializam-se nos quatro P da gestão empresarial (Planejamento, Processos, Pessoas e Projetos), cobrindo assim todas perguntas a serem consideradas num modelo de gestão. São comuns em empresas multinacionais, multilocais e transnacionais, devido às contingências de sua atuação em muitos países de culturas e práticas de gestão distintas.

Apesar do modelo do tipo contingencial ser mais comum em empresas espalhadas pelo planeta, qualquer organização pode utilizar-se deste tipo de modelo. Um exemplo dele pode ser visto no estudo de Dan Iuri dos Santos Cabreira, da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sobre a atuação do Hospital Dr. Lauro Réus, localizado em Campo Bom, RS (2014). O estudo conclui que as práticas e a estrutura do hospital se moldam de acordo com as contingências, e que o fator mais importante para que este seja o seu tipo de modelo de gestão foi o regime jurídico de contrato de gestão que o viabilizou financeiramente, e que foi propiciado pela articulação política de seu gestor com os órgãos competentes. Este estudo também se encontra disponível em http://www.quanticaconsultoria.com/material-para-leitura/artigos-e-papers/.

Referência:

CABREIRA, Dan Iuri dos Santos. Análise do Modelo de Gestão do Hospital Dr. Lauro Reus em Campo Bom, Rio Grande do Sul. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/24647/000747092.pdf?sequence=1. Consultado em 06/06/2014.

Para saber mais sobre o tema visite o blog Para Ler, Refletir e Relaxar em http://blogwgs.tumblr.com

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