É possível testar uma estratégia sem praticá-la? Sim, é possível fazer uma Avaliação Estratégica, que são testes preliminares de cada uma das estratégias propostas pelo Grupo de Planejamento Estratégico (GPE) da empresa, sem expô-la ao mercado. Isto reduz o número de custosas tentativas e erros que muitas vezes expõem o bom nome conquistado pela empresa, suas marcas e seus produtos.

Uma Avaliação Estratégica é composta por quatro testes teóricos que devem ser realizados a partir de uma apresentação do GPE à diretoria da empresa, onde são descritas de forma mais completa todas as estratégias para o período. Os seguintes testes devem ser realizados:

1. Teste de Consistência: A estratégia não deve apresentar metas e políticas mutuamente inconsistentes. Ou seja, se a diretoria de vendas deve aumentar suas vendas em 20% este ano, não faz sentido a diretoria financeira receber o desafio de reduzir o custo total da empresa em 20%. Obviamente, mais receita traz consigo mais custos para produzir, distribuir e adquirir insumos para a manufatura do produto. A consistência deste objetivo estratégico seria alcançada se a diretoria financeira recebesse a meta de reduzir o custo unitário de produção em 20%; aumentando assim o lucro e trabalhando de forma consistente e harmônica com a área de vendas, uma vez que quanto mais se vende um produto mais se diluem os seus custos fixos;

2. Teste de Consonância: A estratégia precisa representar uma reação adaptável ao ambiente externo e às mudanças críticas que nele ocorrem. Não é possível aceitar como válida uma estratégia que não tenha tido seu início num estudo do ambiente externo à empresa: o mercado. A única exceção à este princípio é franquiada à área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e à área de novos produtos da empresa. Uma inovação tecnológica, um produto inovador, ou uma nova forma de operar um negócio não necessitam nem devem ter o aval do mercado, pois este ainda não está preparado para entender uma inovação. Todas as outras áreas devem preceder suas propostas de estratégia com um estudo de mercado;

3. Teste de Vantagem: A estratégia precisa proporcionar e/ou manter uma vantagem competitiva na área de atividade selecionada. Vantagem Competitiva, segundo Michael Porter (1989), é qualquer diferencial que a empresa tenha ou venha a ter sobre os seus concorrentes, seja fruto de uma diferenciação nos seus produtos ou na sua forma de operar o seu negócio, seja pelo baixo custo de suas operações ou pela boa gerência dos impulsores de custo da organização;

4. Teste da Viabilidade: A estratégia não pode sobrecarregar os recursos disponíveis nem criar subproblemas insolúveis. Uma estratégia que necessite de mais investimentos que os acionistas estão dispostos a investir não será aprovada neste teste, pois tende a não ser completada por falta de recursos. Por outro lado, uma estratégia que necessite de uma tecnologia que ainda está em desenvolvimento e não tem data para ser disponibilizada à aplicabilidade, cria um problema para a empresa de solução improvável em curto prazo; portanto, também não deverá ter a aprovação da diretoria, à luz deste teste.

Realizando-se estes quatro testes (CCVV) em cada uma das estratégias, é possível evitar grande parte dos dissabores que poderiam advir da colocação em prática delas sem uma prévia avaliação.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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