Há tempos atrás, quando os meninos de um bairro pobre queriam comprar uma bola nova ou um jogo de camisas para o time de futebol da rua ou do bairro, eles economizavam uma parte do dinheiro que conseguiam e ao final de um período compravam o tão almejado jogo de camisas ou a bola. Esta iniciativa era conhecida como uma “vaquinha”. Nos dias de hoje, com o volume de pessoas que navegam pela grande rede, a chamada “vaquinha” se profissionalizou e passou a ser uma nova forma de investimento.

Quando um grupo de pessoas coordena iniciativas de financiamento colaborativo, onde muitas pessoas contribuem, com pequenas quantias, de maneira a viabilizar uma ideia, um negócio, ou um projeto, e estas muitas pessoas com os mesmos interesses são descobertas com certa facilidade no altamente povoado ambiente da INTERNET, aparece o Crowdfunding que, numa tradução livre, seria um “financiamento pela multidão” ou uma super “vaquinha”. Um Crowdfunding pode ser exemplificado da seguinte forma:

Um conjunto musical famoso cobra caro para vir tocar no Brasil, mas muitos fãs gostariam de vê-los num show local, e até estariam dispostos a financiar a vinda deles, caso tivessem o montante necessário para tal. Contudo, se alguém conseguir, via INTERNET, um número de fãs suficientes para, com o pouco dinheiro que cada um tem para esta finalidade, patrocinar a vinda do conjunto, a super “vaquinha” estará feita. Mas e o trabalho que dará a esta pessoa ou pessoas conseguir todos os fãs patrocinadores via INTERNET? E o esforço de coordenação e convencimento que terá esta pessoa ou grupo agregador para mostrar que esta é uma iniciativa factível e com grandes chances de ser bem sucedida? Como serão recompensados?

Se todo o dinheiro necessário for levantado para patrocinar o show do grupo musical no Brasil, as receitas deste show (ingressos, acordos com vendedores para atuarem no show – desde lanchonetes até as vendas de souvenires, direitos de transmissão de TV) serão todas da pessoa ou grupo que agregou os fundos necessários. Com isto, os agregadores podem ser remunerados e até restituir parte, ou o total do investimento aos fãs, como podem até retornar lucro aos investidores do show. Tudo vai depender do que ficou previamente acordado entre os agregadores e os investidores deste Crowdfunding. Portanto, uma forma de atrair um grande número de investidores é a oferta de recompensas para os investimentos feitos, tomando os cuidados necessários para que o projeto não imploda, ou seja, que o show fracasse e não dê lucro, e o grupo de agregadores fique com dívidas com os investidores.

Apesar do objetivo inicial dos fãs, que era trazer o conjunto ao Brasil e vê-los tocar ao vivo, fazer isto de graça (uma vez que o investimento pode ser devolvido) ou até mesmo lucrar com ele, como diria o velho anúncio de TV, “não tem preço”. O volume de forças econômicas e políticas pulverizadas hoje na INTERNET incentiva e possibilita a criação de novos negócios, que seriam impossíveis no ambiente físico, fora da INTERNET.

Do ponto de vista dos artistas e autores de projetos ainda no papel, o Crowdfunding revive a figura dos mecenas, que nos séculos XV e XVI patrocinaram o período do Renascimento Cultural. Eram pessoas ricas e poderosas que financiavam a produção artística visando o reconhecimento da sociedade, o prestígio entre seus amigos e parentes, e a satisfação pessoal em alguns casos. Os mecenas da atualidade não necessitam de riqueza, mas sim de um bom plano de negócios, de conhecimento da grande rede para hospedar empreendimentos emergentes, e da capacidade de convencimento e atração de investidores.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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