A sabedoria prática do povo brasileiro, muitas vezes não encontra ressonância no ambiente empresarial. Os ditados populares, que por vezes orientam os mais humildes em suas tomadas de decisão, são tão ignorados pelas empresas, quanto os conceitos aprendidos nos treinamentos mais específicos sobre comportamento humano. Contudo, em tempos de crise, muitos ditos do povo deveriam ser traduzidos e absorvidos pelo ambiente empresarial, pois as mensagens que eles contêm podem evitar desastres administrativos, como alguns presenciados no atual momento da economia mundial.

Exemplos destes ditados e sua tradução para o ambiente empresarial podem ser dados:

“Macaco que muito pula, quer chumbo”: Investimentos muito espalhados, sem foco, podem acabar dilapidando o patrimônio e a riqueza da organização;

“Mais vale prevenir que remediar”: Planejamento não é um luxo, mas sim uma necessidade em qualquer negócio que pretenda ser lucrativo;

“Uma andorinha só não faz verão”: O trabalho moderno exige parceria, colaboração, projetos e tudo o que puder ser feito para colocar as competências-chave da organização à serviço de uma solução;

“Quem ama o feio, bonito lhe parece”: As necessidades do cliente não devem ser supostas ou definidas pela organização; há de se perguntar ao próprio, o que ele entende por qualidade; afinal qualidade é a adequação ao uso;

“Longe dos olhos, longe do coração”: A empresa deve manter uma relação estreita, do tipo “olho no olho”, com seus clientes e principalmente com seus fornecedores; quando a crise chega e outro ditado popular aflora “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, os clientes e fornecedores prestigiam os que são realmente parceiros;

“Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém”: Investimentos em projetos de alto risco devem sempre vir acompanhados de uma análise de pontos críticos e de um plano de contingência para o caso de falhas no projeto original;

“Casa de ferreiro, espeto de pau”: Não utilizar na própria organização os produtos que fabrica/vende pode ser um recado aos clientes de que ele não é tão bom assim; mas o contrário garante que existe na empresa gosto e confiança no que se faz;

“Panela que muitos mexem, não toma tempero”: Os processos devem ser trabalhados por todas as áreas envolvidas, através de um projeto, mas uma só deve ser responsável por seus resultados (dona do processo);

“Um grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos”: Este é para os gestores, rogando que gerenciem pelo exemplo; isto é melhor que o método que os afasta cada vez mais de seus comandados, o “Faça como eu digo, mas não faça como eu faço”.

Uma música lançada em 1980, escrita por Guilherme Arantes e gravada por Elis Regina, “Vivendo e Aprendendo a Jogar”, fala de vários destes ditos populares, alterando alguns e mostrando que a combinação deles é um verdadeiro banho de sabedoria popular. Seu refrão deveria ser um mantra para os executivos bem sucedidos:

“Vivendo e aprendendo a jogar; vivendo e aprendendo a jogar; nem sempre ganhando; nem sempre perdendo; mas, aprendendo a jogar.”

Para saber mais sobre o tema visite o blog Para Ler, Refletir e Relaxar em http://blogwgs.tumblr.com

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