O Moderno Dicionário Michaelis tem oito definições para a palavra Mudança. Duas delas valem ser exploradas: “Variação das coisas de um estado para outro”; e “Modificação ou alteração de sentimentos ou atitudes”. Da primeira definição entende-se que mudar é variar o estado de espírito com relação aos fatos; é alterar o entendimento de fenômenos naturais e sociais à procura de uma realidade mais consistente com os próprios anseios e pretensões; é passar de um estado mental circunscrito para outro mais universal. Em suma, é evoluir como ser pensante e como construtor dos próprios dias. A segunda definição pode ser entendida como o caminho para alcançar a primeira: A tentativa de modificar os sentimentos e atitudes com relação às mudanças pode alterar o estado de consciência para um mais elevado.

As empresas e a sociedade demandam pessoas que persigam as mudanças: Nas organizações as inovações são constantes, no ambiente social os comportamentos sofrem alterações profundas, principalmente no que concerne à fatores como trabalho, diversão, relacionamento, uso da tecnologia, família, e conceito de nação.

Entretanto, três forças nos afastam da boa atitude de encarar a mudança como um conjunto de oportunidades a serem descobertas: A primeira é a pressão do tempo. Como nos tempos atuais tudo é para hoje ou, no máximo, para amanhã, as melhores idéias não conseguem aflorar nas pessoas. Estas acabam buscando em seus cérebros apenas as idéias mais praticadas e conhecidas, deixando de lado outras que necessitariam de mais tempo para serem concebidas. A segunda força é a pressão do poder. Uma vez determinado o caminho pelo líder (pai, mãe, diretor de empresa, ou coordenador de grupo trabalho) ninguém sequer debate a validade da escolha, mesmo que haja espaço para tal. Isto criou em nosso país uma instituição velada que aparece sob a forma de gíria: UZOMI. Não é incomum ser respondido por um grupo de trabalhadores, quando perguntado por que estão realizando esta ou aquela tarefa: “Ah! UZOMI mandaram fazer isto!”. A terceira força que nos impede de abraçar as mudanças é interna a nós mesmos: Gary Hamel definiu bem esta força quando numa entrevista dada ao programa Conta Corrente da Globonews, respondeu que “Todo ser humano é prisioneiro do que lhe é familiar”. As pessoas preferem permanecer na zona de conforto, mesmo sabendo que estas zonas são voláteis. Zonas de conforto não duram, portanto, cabe a cada um criar uma nova zona de conforto antes que a anterior se dissipe. Acreditar na durabilidade das zonas de conforto é uma armadilha fatal. Mas o que fazer para que as mudanças pareçam menos ameaçadoras e possam ser abraçadas por todos?

Algumas providências no sentido da evolução de cada pessoa como ser e de cada trabalhador como profissional podem ser perseguidas:

– Amplie seu círculo de relacionamento. Como o ser humano aprecia o que lhe é familiar, aumentar seu perímetro de habitualidades ajuda a entender melhor as mudanças. Para reforçar esta medida, deve-se privilegiar o desenvolvimento da comunicação oral e escrita, bem como da empatia, que é a capacidade de pensar como o seu interlocutor.

– Invista na administração do tempo, realizando treinamentos nas técnicas que envolvem esta disciplina: A maior parte das pessoas tem a capacidade de realizar muito mais do que praticam. Para que este esforço não seja grande, utilize as técnicas disponíveis para esticar, não os seus dias, mas as possibilidades dele.

– Aperfeiçoe-se na organização do seu dia, que significa estruturar e metodizar suas ações e pensamentos para realizar suas tarefas, apenas naquele dia. Há pessoas que dizem: “Minha vida está muito complicada!”. Não tente descomplica-la, pois é tarefa muito difícil. Simplifique cada um de seus dias, organizando-os.

– Pratique o desapego ou desprendimento, fazendo um exercício diário onde seja constatado que nada aqui é seu, nem mesmo suas idéias, uma vez que elas mudam à medida que se evolui. Um efeito positivo do desapego é o reforço da resiliência do indivíduo, que é a capacidade de adaptação às situações difíceis.

– Busque o autoconhecimento. Embora todos pensem que se conhecem, em verdade conhecem bem apenas os personagens que desempenham: Pai, mãe, filho(a), irmã(o), profissional, empregado(a), patrão(oa), cidadã(o), motorista, pedestre, viajante, turista, gerente, cliente, fornecedor, torcedor, etc. As pessoas são muito mais que os papéis que representam; em verdade, elas são diferentes de todos os personagens representados. O ator Lima Duarte é muito diferente dos seus papéis (Zeca Diabo, Sassá Mutema, Sinhozinho Malta, Salviano Lisboa, etc.), embora desempenhe todos de forma brilhante.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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