O economista russo Nikolai Kondratiev foi o primeiro a tentar provar estatisticamente, no início do século passado, que existem movimentos cíclicos da economia mundial de prosperidade (Picos) e depressão (Vales), conceito hoje conhecido como os ciclos longos de Kondratiev. Na verdade, vários fenômenos naturais e sociais podem ser traduzidos por uma onda senoidal com seus picos e vales. Dentre eles destacamos a descoberta do matemático francês Jean Batiste Fourier, que provou que a onda de uma corda vibrante, como a de um violão, é formada pela somatória de várias outras de formato senoidal; a tensão alternada senoidal é a mais importante das tensões de corrente alternada geradora de eletricidade; as cores do espectro do arco-íris são todas frequências perfeitamente senoidais; o ciclo da motivação, do sono, da fome, da sede, e do comportamento sexual também seguem padrões senoidais. A própria mecânica do andar de uma pessoa pode ser representada por uma senoide, uma vez que, inicialmente, há um desequilíbrio do corpo a partir do local original onde a pessoa se encontra, e um reequilíbrio numa posição mais avançada em direção ao destino desejado. Este efeito pode ser percebido com maior clareza nas crianças que começam a dar seus primeiros passos. Portanto, este padrão é também parte integrante do cotidiano do indivíduo.

No campo motivacional, quando a pessoa se encontra num momento difícil de sua vida (Vale) tende a expressar um desânimo sob a forma de ressentimentos, ansiedade, medo, insegurança, pensamentos negativos, perda da esperança e sofrimento. A perseguição incansável de uma visão em que esta pessoa realmente acredite, pode conduzi-la a um pico. Como a trajetória do indivíduo no planeta satisfaz ao traçado senoidal, estes picos e vales precisam ser encarados como naturais: Ninguém se sente a pessoa mais feliz do mundo porque saboreou seu prato predileto, nem quer se matar por que seu nariz não para de escorrer. É necessário entender que os erros cometidos nos bons instantes são os causadores dos maus momentos de amanhã; e que os acertos e as atitudes vencedoras dos momentos ruins alavancam um amanhã melhor. Não é possível controlar todos os eventos externos, mas como somos senhores do que acreditamos e do que fazemos podemos controlar melhor nossos picos e vales. Harry Palmer, no seu livro “Vivendo Deliberadamente”, diz que “nós criamos possibilidades por nos acreditar dentro delas, e nós dissolvemos limitações por nos experimentar fora delas”.

Spencer Johnson, médico e psicólogo norte americano, além de autor dos best-sellers “Quem Mexeu no eu Queijo” e “O Gerente Minuto”, escreveu um livro sobre os momentos bons (Picos) e ruins (Vales) pelos quais o indivíduo passa em seu trabalho e em sua vida pessoal. Neste livro, de título “Picos e Vales”, ele discorre sobre as formas de administrar estes dois momentos, apresentando cada ponto numa história lúdica (como é do seu feitio) de superação e aprendizado de um jovem que vive infeliz num vale, mas sua vida muda quando conhece um senhor que mora em uma montanha. Dos ensinamentos do ancião, o rapaz aprende cinco princípios-chave que alteram sua forma de encarar o mundo:

  1. Faça da realidade sua amiga; se estiver num pico ou num vale tente descobrir qual é a verdade que o levou a esta situação;
  2. Identifique e aproveite um bem oculto num momento ruim; isto ajudará a sair mais rapidamente deste vale; evite comparações e faça o oposto que o colocou no vale. Ignorar uma verdade mantém a pessoa presa ao vale;
  3. Administre seus momentos bons com sabedoria, valorizando-os com humildade e agradecimento; continue fazendo cada vez melhor as coisas que o levaram até este pico; faça mais pelos outros e poupe recursos para os vales que estão por vir;
  4. Siga sua visão sensível, imaginando um futuro melhor em um grau de detalhamento tal, que em breve terá prazer em fazer o que for preciso para chegar neste futuro;
  5. Ajude as pessoas a fazer os momentos bons e ruins trabalharem para elas próprias; partilhar mantém o indivíduo no pico.

Em resumo, o caminho para fora de um vale só surge quando a pessoa decide enxergar os eventos que nele ocorrem de forma diferente da convencional. Lembrando a célebre frase de Albert Einstein “Não há nada mais insano do que fazer as coisas sempre da mesma maneira e esperar que os resultados sejam diferentes”. A saída do vale também se apresenta quando um bem que está oculto (uma oportunidade escondida) é extraído dos momentos ruins, e se tira proveito dele. Quando lições são aprendidas durante a estadia num vale, este aprendizado pode ser útil para se passar mais rapidamente pelo próximo vale. A permanência exagerada num vale muitas vezes se deve ao medo que se disfarça de conforto; e a curta permanência num pico se deve quase sempre à arrogância que se disfarça de segurança.

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