No Moderno Dicionário Michaelis a palavra congruência está definida como “Relação direta de uma coisa ou fato com o fim a que se destina”. Consequentemente, incongruência é a falta de relação de uma coisa, por exemplo, uma decisão, com o fim a que se destina. O fenômeno da incongruência deve ser receado pelos gerentes de uma organização, evitando posições que beirem a irracionalidade, tais como:

1. Falta de aderência ao fundamento do bom relacionamento entre as pessoas: “Pessoal, permitam-me fazer um comunicado: Quem desenvolver o melhor projeto do ano será promovido”;

2. Falta de harmonia entre pensamento e ação: “Quem foi avaliado com o conceito ATENDE ÀS NECESSIDADES DA EMPRESA não terá avanços salariais”;

3. Falta de equilíbrio entre as escolhas e o ego: “Vamos priorizar a ativação das redes, não porque é nossa atividade, mas porque certamente é o mais importante para a empresa”;

4. Falta do entendimento de que a empresa é um só corpo: “Não vamos facilitar, não: Já fizemos nossa parte; eles é que se virem!”;

5. Falta de percepção da importância do desenvolvimento de competências: “É isto mesmo: Saia já deste treinamento e venha para cá apagar este incêndio!”;

6. Falta de comprometimento com as melhores práticas: “Como é que é? Fazer uma visita de benchmarking: E eu lá necessito que alguém me diga como fazer o meu trabalho!”;

7. Falta de comprometimento com as mudanças e com a melhoria contínua: “Time que está ganhando não se mexe!”;

8. Falta de cultura empreendedora para perceber a importância do uso de metodologias: “Você está maluco! Tenho muita coisa para cuidar e você sugere que nossos processos sejam mapeados e que planejemos nossas ações? Vá trabalhar, rapaz!”;

9. Falta de percepção das relações cliente-fornecedor: “Aqui não temos clientes: Realizamos apenas atividades internas da empresa”.

Parte destas incongruências é gerada pela própria cultura da organização e pelos seus gestores, que também necessitam ter atenção a estas armadilhas que minam e corroem a empresa no seu dia-a-dia. Contudo, cada gerente da empresa deve desenvolver o papel de guardião da congruência gerencial, pois a falta dela prejudica sua imagem e, em última análise, sua própria carreira. Portanto, há uma correlação entre as incongruências e as disfunções, tanto das organizações quanto dos indivíduos. Isto pode ser visto de forma mais detalhada no artigo de Mark Esposito e Lloyd C. Williams (2010) intitulado “Para além da incongruência humana e organizacional”, disponível na Revista BSP (http://www.revistabsp.com.br/edicao-novembro-2010/para-alem-da-incongruencia-humana-e-organizacional/). O artigo discorre sobre o princípio que “a inconsistência entre o pensamento e a ação dos gerentes da empresa produz um paradigma que impede a capacidade de ação dos funcionários, reduzindo assim a eficácia da totalidade da organização”.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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