Este início de milênio trouxe uma sensível aceleração ao ritmo das mudanças para uma geração que tende a viver até os 100 anos. Por quantas inovações e por quantas mudanças de paradigma passarão estas pessoas das chamadas gerações Y e Z, durante suas vidas?

O professor Carlos Salles em seu artigo “O Novo Ambiente de Negócios” define três fatores como responsáveis pelas constantes mudanças no mercado: A tecnologia, a globalização e a mudança de hábitos dos clientes. No cotidiano das pessoas esta constatação não é diferente: A tecnologia da INTERNET emancipou muitos jovens, a partir do aumento não só de seu conhecimento sobre determinados temas de interesse, como também da faixa de assuntos sobre os quais eles conseguem conversar com propriedade; a globalização econômica refletiu na globalização dos hábitos alimentares, de vestir, e dos objetos de desejo das populações, afastando os jovens dos antigos hábitos de suas famílias, mas aproximando-os de outros moços em diferentes cantos do planeta. Esta mudança de hábitos faz com que a geração Y não deseje ter currículos fechados, superespecializados, marcados por passagem em empresa única durante a carreira, como as gerações X e a dos Baby Boomers costumavam ter. Daí o pensamento equivocado de que estes jovens são menos comprometidos que as gerações anteriores. Eles não são comprometidos com o modelo de administração e de carreira praticados até então, que Gary Hamel, consultor e professor da London Business School, chama de administração 1.0, e que em suas próprias palavras na entrevista concedida ao programa Conta Corrente, da Globo News, afirmou que “…está se tornando um impedimento ao sucesso empresarial…” e ainda “…no mundo de hoje, quem gera riqueza são as pessoas diferentes, com ideias diferentes, criando produtos e serviços diferentes…”. Nestes novos tempos, que serão cada vez mais marcados pela administração 2.0 de Hamel, e pelas mudanças contínuas e rápidas da tecnologia, dos hábitos pessoais e da economia mundial, quais seriam as competências necessárias ao sucesso de um indivíduo?

Jacques Delors, no relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por ele, aponta quatro pilares para um novo tipo de educação:

  1. Aprender a viver junto, que se baseia na interdependência do mundo moderno e na importância das relações;
  2. Aprender a conhecer, que tem por base a descoberta, o aprender a aprender, a atenção, a memória e o raciocínio;
  3. Aprender a fazer, que significa a associação da técnica, da metodologia, com a aplicação dos conhecimentos teóricos; e
  4. Aprender a ser, que se refere ao desenvolvimento dos talentos do ser humano: Imaginação, capacidades físicas, sentido estético, dentre outros, confirmando a necessidade de cada um se conhecer e se compreender melhor.

Em resumo, não são poucas as capacitações necessárias para se viver neste admirável mundo novo. Relacionando os pilares de Delors com aptidões essenciais à sustentação de cada pilar, podem ser consideradas como indispensáveis, as seguintes competências:

Associadas ao pilar Viver Junto: Capacidade de negociar, resiliência, capacidade de influenciar as pessoas, empatia, capacidade de trabalhar em parceria, escuta ativa, capacidade de comunicação oral e escrita, flexibilidade;

Associadas ao pilar Conhecer: Capacidade de operar com novas tecnologias (Computadores, redes sociais, telecomunicações fixas e móveis, INTERNET, tecnologia derivada da física quântica), concentração, exercício constante do raciocínio e da memória, interesse pela leitura, mente aberta, interesse em conhecer métodos e suas aplicações, capacidade de análise;

Associadas ao pilar Fazer: Capacidade de administrar o tempo, metodologia na ação, capacidade de planejar e executar o planejado, capacidade de síntese, comprometimento com suas metas, tomada de decisão, uso da lógica e do senso comum;

Associadas ao pilar Ser: Capacidade de aceitar o novo, autoconhecimento, capacidade de respeitar o outro, imaginação ativa, interesse na prática do condicionamento físico, capacidade de controlar as emoções e de vender ideias.

Algumas destas competências têm ligação com mais de um dos pilares de Jacques Delor, e é claro que uma pessoa com todos estes atributos em alto grau de proficiência seria um super-humano; mas a busca por estas competências, associada aos dons que cada um possui, moldará o caminho para o sucesso e a plenitude das pessoas neste novo milênio.

Referências:

DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir; relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. 7.ed. São Paulo: Cortez Editora, 2012.

HAMEL, Gary. Entrevista para o programa Conta Corrente da Globonews. Disponível em https://www.youtube.com/embed/Iz9hVYrw8hI?rel=0. Consultado em 04/01/2015.

SALLES, Carlos. O Novo Ambiente de Negócios. In: Revista Mundo PM, 2003. Disponível em http://www.quanticaconsultoria.com/material-para-leitura/artigos-e-papers/. Consultado em 04/01/2015.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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