A teoria caminho-meta de liderança, desenvolvida por Robert House (1971) trata de como os líderes devem ajudar os empregados a encontrar o caminho correto para atingir uma meta. O líder deve esclarecer quais são os caminhos preferenciais, reduzir o número de obstáculos e armadilhas, além de aumentar as oportunidades de satisfação durante o percurso do atingimento de uma meta. A teoria enfatiza o relacionamento entre o estilo do líder, as características dos subordinados e o conjunto do trabalho. De acordo com a teoria do caminho-meta, o líder precisa escolher entre quatro diferentes estilos de liderança para lidar com as demandas contingenciais de uma dada situação:

Estilo Diretivo: Envolve estabelecer diretrizes sobre padrões e comunicar expectativa;

Estilo de Apoio: Dá ênfase a demonstrar a preocupação com o bem-estar dos membros do grupo e desenvolver relacionamentos mutuamente satisfatórios;

Estilo Participativo: Envolve a consulta aos membros do grupo para solicitar suas sugestões e então usá-las para tomar decisões;

Estilo Orientado pela Realização: O líder estabelece metas desafiadoras, promove a melhoria do trabalho, cria expectativas altas e espera que os integrantes do grupo assumam responsabilidades.

Esta é uma teoria que envolve menos variáveis que o modelo de liderança situacional de Paul Hersey e Kenneth H. Blanchard (1986), sendo, portanto mais fácil de aplicar, apesar de menos rica no encaixe em alguns tipos de grupo de liderados. As situações onde cada um dos estilos é mais efetivo são as seguintes:

Estilo Diretivo: Afeta positivamente a satisfação dos liderados que trabalham em tarefas ambíguas, como as de relações públicas ou comunicação interna; e negativamente aos que trabalham em tarefas claramente definidas, como as de uma linha de produção;

Estilo de Apoio: Afeta positivamente a satisfação dos liderados que trabalham em tarefas insatisfatórias, estressantes ou frustrantes, como as atividades de atendimento ao público;

Estilo Participativo: Afeta positivamente a satisfação dos liderados que estão envolvidos pelo ego em tarefas não repetitivas, como as de um centro de pesquisa ou atividades de criação ou estratégicas;

Estilo Orientado pela Realização: Afeta positivamente a confiança de que o esforço levará ao desempenho eficaz dos liderados que trabalham em tarefas ambíguas e não repetitivas, como as atividades que envolvem projetos ou vendas.

Os modelos de liderança servem para orientar a quem comanda um grupo quanto às estratégias de relacionamento com as pessoas a serem adotadas, visando maximizar os resultados do grupo e a satisfação das pessoas em investir tempo e esforço na busca destes resultados. Eles não são, nem devem ser, receitas de como tratar as pessoas, mas alertas informativos de como cada perfil psicológico se manifesta diante das situações e tarefas a eles oferecidas, e frente aos diversos estilos comportamentais dos colegas com quem terá de lidar, incluindo o líder o grupo. Os modelos de liderança são como mapas incompletos; mas numa terra ainda pouco conhecida, como a do comportamento humano, é melhor ter um mapa incompleto do que não ter mapa algum.

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