Dois fatores comuns hoje às grandes organizações são as missões cada vez mais arrojadas e de difícil alcance, e a pressão do tempo para a obtenção das metas que levarão a empresa ao cumprimento de sua missão.

Henry Mintzberg, em seu livro “O Processo da Estratégia” (2006) esclarece que há cinco formas de uma empresa enxergar seu conjunto de estratégias: Como um Plano para alinhar toda a empresa numa só direção, como uma Manobra (Ploy, em inglês) para derrubar os concorrentes, como uma Posição para dominar o mercado nicho após nicho, como um Padrão para especializar-se em um determinado segmento de mercado, ou como uma Perspectiva para alcançar sua visão de futuro através da preparação interna da organização. Este conceito ficou conhecido como os 5 P de Mintzberg. Na preparação da organização para alcançar sua visão de futuro (P de Perspectiva), a empresa pode desenvolver produtos e formas de operar inovadoras, que acabarão por leva-la a um mercado ainda não explorado. A perseguição consciente destes mercados é tratada no best-seller de W. Chan Kim e Renée Mauborgne, “A Estratégia do Oceano Azul: Como Criar Novos Mercados e Tornar a Concorrência Irrelevante” (2005). Mas seria tão fácil assim? Os profissionais de uma organização estudam os métodos que podem leva-los a alcançar uma visão de futuro através de “Oceanos Azuis”; são providos de talento e experiência para farejar novos mercados; e com estes ingredientes o futuro da empresa está garantido. Será?

Adriana Florentino Nogueira, em sua pesquisa de conclusão de curso intitulada “Inovação Através da Criação de uma Nova Categoria”(http://www.ead.fea.usp.br/tcc/trabalhos/Artigo-Adriana%20Nogueira.pdf), que retrata o Oceano Azul conseguido pela PepsiCo ao criar o “H2OH!”, produto que iniciou uma nova categoria de bebidas, povoada hoje por vários produtos seguidores, afirma que “A cultura de inovação da PepsiCo busca promover o trabalho em equipe e o espírito empreendedor. Nesse sentido são priorizadas as ações ligadas à inovação para ajudar a empresa a alcançar as metas do negócio e direcioná-lo ao rumo desejado”. No trabalho da administradora, fica clara a persistência dessa empresa em procurar o novo, o que a diferencia dos outros competidores no mercado.

Ora, então existe outro ingrediente crítico para que as organizações garantam sua perenidade no mercado. Nem a forma moderna de enxergar a estratégia, nem o aprofundado conhecimento da metodologia de Kim e Mauborgne, e nem mesmo a criatividade de seus profissionais, são páreo para o principal elemento de alcance de um mercado inexplorado através de um produto inovador: A persistência na busca do novo. Este é o principal fator para a criação de demandas ainda não exploradas (Oceanos Azuis), a despeito do grande esforço que se tenha que empreender nesta busca.

A partir do caso retratado na pesquisa de Adriana Nogueira, constata-se que as recompensas para os que perseveram são relevantes: Imagem da empresa de pioneira no mercado; receita abundante sem concorrência durante um período; aptidão da empresa para mudanças futuras no ambiente; e ainda o reconhecimento do mercado de sua capacidade inventiva e operacional no segmento. Em suma, é de fundamental importância perseguir obstinadamente seus Oceanos Azuis.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

Um comentário em “A Persistência como Alavanca na Descoberta do Novo

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