Um dos assuntos mais abordados nas reuniões de planejamento das áreas de Recursos Humanos das empresas é o desafio de criar um grupo de empregados motivados na realização de suas tarefas e projetos. Muitas horas são gastas falando em incentivos como remuneração variável, gratificações, campanhas de premiação e pacotes de benefícios.

A verdade é que ninguém é capaz de motivar ninguém. Alguns incentivos podem ser dados em direção à motivação, criando temporariamente um condicionamento, mas apenas a pessoa consegue ou não motivar-se para a realização de uma atividade, em qualquer área da vida. Cecília Whitaker Bergamini em seu livro Motivação nas Organizações, explica que a melhor maneira de criar um condicionamento mais duradouro, que ela chama de Motivação Consciente da pessoa, é investir nos eventos futuros, ou seja, criar no indivíduo a crença e a expectativa de que seus objetivos pessoais, que normalmente estão ligados à ascensão na pirâmide de Maslow, serão alcançados através do caminho da alta produtividade. Daí ele tenderá a assumir altos padrões de desempenho.

Para os que não estão familiarizados com o termo Pirâmide de Maslow, este se refere a uma hierarquia criada por Abraham Harold Maslow, onde as necessidades de nível mais baixo de um ser humano devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de “escalar” uma hierarquia de necessidades para atingir a sua autorrealização.

A questão é que algumas vezes o papel do gerente exige exatamente o contrário: Cobranças de prazos e monitoramento de trabalhos, visando os interesses da empresa em detrimento às expectativas futuras do empregado. Uma forma de minimizar este efeito e promover mais a Motivação Consciente é entender os oito papéis fundamentais do líder, sugeridos por Robert E. Quinn et al. em seu livro Competências Gerenciais Princípios e Aplicações, e vivenciá-los de maneira equilibrada.

Dentro da área de Processos Internos da empresa o líder tem os papéis de Monitor, averiguando se o trabalho está sendo bem feito; e de Coordenador, providenciando os recursos diversos para a facilitação do trabalho. Na área de Metas Racionais da organização o líder tem os papéis de Diretor, explicitando as expectativas da empresa e distribuindo as tarefas e objetivos de cada membro de sua equipe; e o de Produtor, mantendo o foco no trabalho e aumentando a motivação da equipe através do exemplo e do fomento de um ambiente produtivo. Considerando a empresa como um Sistema Aberto, o líder tem os papéis de Negociador, representando a empresa e usando de persuasão para conseguir recursos externos e negociar acordos e compromissos; e o papel de Inovador, identificando as tendências de mudança e vislumbrando inovações no trabalho. Por fim, existem as Relações Humanas em todo ambiente de convivência, e neste caso o líder deve exercer os papéis de Facilitador, fomentando os esforços coletivos, a coesão do grupo e o trabalho em equipe; além do papel de Mentor, dedicando-se ao desenvolvimento das pessoas, e a compreensão de si mesmo e dos outros.

Se o gerente criar escaninhos físicos ou mentais para cada um destes papéis, depositando ali, semanalmente, o que ele fez em cada um deles, e ainda procurar na semana seguinte equilibrar o peso das ações de cada escaninho, ele estará contribuído de forma adequada para criar uma motivação consciente em sua equipe, fazendo-a enxergar o casamento entre os seus interesses de ascensão na pirâmide de Maslow e os de sobrevivência e sucesso da empresa.

Para saber mais sobre o tema visite o site da Quântica Treinamento Empresarial em http://www.quanticaconsultoria.com

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