Para que serve um líder? Líderes são pessoas que são ouvidas e respeitadas quando um grupo necessita estabilizar uma situação fora de controle ou alcançar um objetivo. Daí o atual questionamento dos estudiosos, sobre a validade de uma posição formal de comando para um líder. O chefe de família na sociedade moderna, por exemplo, vem cedendo espaço para os talentos do grupo, através de uma maior participação de cada um dos seus membros no exercício da solução de problemas e no atingimento dos propósitos familiares. O papel do líder está cada vez mais voltado para a preparação e obtenção de três insumos fundamentais para o sucesso de um grupo, seja ele profissional ou social:

  1. COMPETÊNCIA, através da preparação de cada membro do grupo, incluindo o próprio líder, para lidar com as questões que alavancarão a coletividade;
  2. FERRAMENTAL, disponibilizando os recursos físicos, financeiros e de infraestrutura necessários ao bem-estar e prosperidade do time;
  3. CLIMA, proporcionando um ambiente seguro e saudável para um convívio cada vez mais produtivo da equipe.

Com relação ao último fator, existem três maneiras de promover este convívio: em cooperação, em competição ou em conflito. Cada uma destas formas de semear o relacionamento de um grupo, traz vantagens e preocupações, além de terem suas próprias características, a saber:

Convívio em Cooperação

Características: Nesta modalidade, o líder se preocupa em semear a sintonia entre os membros da coletividade; socorre-se fortemente da negociação, procurando entender o ponto de vista de cada membro do grupo. Procura ser flexível e disposto a rever seus pontos de vista com diplomacia e tato social, dando o exemplo de como deseja que seus liderados também se comportem (adaptado de BERGAMINI, 2013).

Vantagens: O grupo consegue desfrutar de uma convivência social harmônica, e conta com um ambiente flexível onde se pode fazer concessões. Por outro lado, cada membro se reconhece como importante dentro do grupo, mas responde diretamente pela repercussão social das suas ações.

Preocupação: Os objetivos da equipe podem ser deixados de lado em função de um convívio social de poucas cobranças, dando lugar a um comodismo que poderá deixar o grupo longe de seus objetivos e, consequentemente, insatisfeito no longo prazo.

Convívio em Competição

Características: Neste tipo de convívio, o líder se dedica a fazer com que as coisas aconteçam, desafiando os membros do grupo a demonstrarem suas capacidades e premiando aqueles cujos esforços geraram resultados. Aproveita-se do gosto das pessoas em sentirem-se desafiadas a comprovar sua eficiência, permitindo que se dirijam com autonomia e desenvolvam variados planos para o alcance das metas do grupo e pessoais (adaptado de BERGAMINI, 2013).

Vantagens: Cada membro do grupo é tratado como um igual, permitindo que os indivíduos hajam sem medo, num constante aprendizado em lidar com aspectos da vida que lhes serão exigidos em futuros grupos. Aprender a ter iniciativa e a liderar ações também são pontos fortes deste tipo de convívio.

Preocupação: Deixar de lado os membros do grupo menos aguerridos ou os menos preparados, rachando a unidade do time em dois outros subgrupos: os vencedores e os malogrados.

 

Convívio em Conflito

Características: Nesta última forma de convivência, o líder se coloca como o inimigo a ser vencido. Cobranças, barganhas posicionais, punições e reuniões tensas são comuns no cotidiano do grupo. O profissional consegue o respeito do líder e dos parceiros apenas pelos resultados obtidos. O individualismo e subgrupos de pequeno tamanho visando a formação de alianças são predominantes neste tipo de coexistência. As alianças acabam sendo uma forma de aproximar os membros do time.

Vantagens: Em situações de crise e desagregação, onde o grupo já se encontra rachado e em constante divergência, esta forma de relação pode trazer benefícios, desde que utilizada apenas por um tempo. Também pode ser útil para encontrar os elementos desagregadores da coletividade, visando isolá-los para um tratamento específico de recuperação.

Preocupação: Num grupo já estruturado e coeso, esta forma de convívio pode desintegrar o time, fazendo-o regredir em vez de evoluir como equipe.

 

Em conclusão, a cultura individualista ocidental dificulta o bom relacionamento de uma equipe, que acaba sendo um conjunto de talentos individuais (GASSENFERTH, 2015). Portanto, o caminho natural das formas de convivência em um grupo, começa pelo convívio em competição, evoluindo para o convívio em cooperação, fruto do grau de maturidade do líder e do próprio grupo. Quanto à convivência em conflito, esta é uma modalidade a ser utilizada em casos especiais de grupos desagregados, ou por líderes que não tem a menor noção de que pessoas não são recursos, que foram feitas para brilhar, e não para morrerem de fome, de raiva e de sede (VELOSO, 1984).

 

Referências:

BERGAMINI, Cecília Whitaker. Motivação nas Organizações. 6ª Edição. São Paulo: Editora Atlas, 2013;

GASSENFERTH, Walter; CONCEIÇÃO, Ciro Mendonça; MACHADO, Maria Augusta Soares; PEREIRA, Silvia; e KRAUSE, Walther. Gestão de Negócios e Sustentabilidade: Textos Selecionados. Rio de Janeiro: Editora Brasport, 2015.

VELOSO, Caetano. Música Podres Poderes. In: Album Velô. Rio de Janeiro: Phillips Records, 1984.

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