por Ruy Motta

 “Decisão é a opção ou escolha de linhas de ação ou de comportamento entre mais de uma possibilidade ou alternativa”.

Dan Ariely

O intuito deste texto é discutir um pouco sobre o processo de Tomada de Decisão, que nos acompanha tanto no ambiente corporativo quanto no da vida particular, melhorando assim nossa capacidade de tomar decisões.

Decisões estão presentes em cada momento de nossa vida e ninguém ensina como decidir.

O que podemos fazer é aprender como somos levados, por conhecimento e emoções, a errar nas decisões e ainda assim considerar que estamos acertando.

Este autoconhecimento permite nos observar, mudar o comportamento e melhorar paulatinamente a nossa capacidade de decisão.

Para cada alternativa de solução existe uma ou mais consequências associadas. Temos que ser capazes ao analisar as alternativas e os impactos de cada uma delas, de escolher a que nos parece a mais correta, levando em consideração o risco, a probabilidade de acontecer, além do maior valor esperado.

A pergunta a ser respondida é como melhoramos a nossa capacidade de tomada de decisão? Conhecendo e melhorando a qualidade de nossas análises, evitando cair em vieses de comportamento, quer seja pelo fator do conhecimento ou pelo fator das emoções.

Nos próximos textos vamos discutir alguns pontos sobre estes vieses de comportamento que nos levam a decisões não satisfatórias.

O conhecimento e as emoções estão associados ao que se passa no interior de nosso cérebro. Não somente no consciente, mas principalmente no inconsciente onde não temos acesso.

É no nosso cérebro que guardamos todos os conhecimentos e vivências que passamos na vida e que vão dar suporte ao processo de Tomada de Decisões.

 “O cérebro humano é o mecanismo mais complexo do universo que conhecemos, mas, ainda assim, é imperfeito“.

“O cérebro foi concebido para obter dados do mundo externo por meio dos órgãos sensoriais, analisar, guardar e processar essas informações e para gerar ações e comportamentos que otimizem nossas chances de sobrevivência e de reprodução”.

Dean Buonomano

Vamos analisar os seres humanos com uma comparação paralela entre um recém-nascido e um computador com um HD contendo apenas o software operacional. A tabela abaixo mostra a relação:

Recém-nascido Computador
Possui software operacional básico.

Principal função: chorar quando estiver com fome, sede ou se sentir desconfortável.

Possui software operacional básico.

Principal função: Suportar futuros programas e dados a serem incluídos.

Cérebro com quase nenhuma informação. HD sem programas ou dados.
Ao longo do tempo:

Vai crescendo e seu cérebro vai armazenando conhecimento, vivências, aprendizados e emoções despertadas pelo mundo exterior.

Ao longo do tempo:

O computador vai sendo alimentado com programas e dados de acordo com o que o seu proprietário deseja.

Da mesma forma que um computador difere de outro pelos programas e dados inseridos no mesmo, os seres humanos diferem uns dos outros pelo aprendizado e vivências de cada um. Somos seres totalmente diferentes uns dos outros.

Porém, como somos seres humanos, o conhecimento e as emoções agem de forma similar em todos nós.

E é justamente sobre os vieses cognitivos e as emoções que devemos agir para melhorar a qualidade da Tomada de Decisão.

Referências:

ARIELY, Dan; Previsivelmente Irracional. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008

BUONOMANO, Dean; O Cérebro Imperfeito. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011

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