No dicionário (DICIO, 2018), pilar é uma “coluna simples que sustenta uma construção”; outro significado dado é “sustentáculo moral, base, fundamento”; ou ainda “o que serve de apoio, suporte”. No mesmo dicionário, a palavra competência é definida como “capacidade decorrente de profundo conhecimento que alguém tem sobre um assunto” e também “capacidade de fazer alguma coisa; aptidão”.

Portanto, ter ou desenvolver uma competência corporativa significa obter um conjunto de qualificações e tecnologias essenciais, necessárias ao atingimento dos objetivos estratégicos de uma organização. Mas quais são os fundamentos, o suporte, a base para se afirmar que um profissional é pleno ou sênior em competências corporativas, tornando-o de grande valor para a empresa ou instituição onde trabalha?

São dez os pilares das competências corporativas, a saber:

  1. Criatividade: inovar para a melhoria contínua no trabalho;
  2. Resolução de problemas: resolvendo-os com o uso de metodologias;
  3. Gestão de pessoas: perceber que pessoas são bem mais que recursos humanos;
  4. Pensamento crítico: checar periodicamente se algo praticado ainda faz sentido;
  5. Coordenação com outras pessoas: entender a importância dos relacionamentos para que o trabalho em grupo seja bem-sucedido;
  6. Inteligência Emocional: reconhecer e avaliar seus próprios sentimentos e os dos outros, e saber lidar com eles;
  7. Tomada de decisão: exercida com discernimento e fatos, e não com suposições;
  8. Orientação para o serviço: obter conhecimento voltado aos resultados a serem alcançados;
  9. Negociação: administrar conflitos e defender interesses da equipe, sempre evitando a barganha posicional;
  10. Flexibilidade cognitiva: ter a mente aberta para assimilar e se adaptar a novas condições ambientais.

Mas como um profissional pode adquirir as competências que ainda não possui? A resposta é investindo em três áreas: na autogestão de suas competências, nos relacionamentos dentro de sua área de atuação, e na qualificação de sua expertise.

  • Na área de autogestão de suas competências é necessário que a pessoa tente desenvolver um autoconhecimento, identificando suas forças e suas vulnerabilidades profissionais; bem como lendo e refletindo sobre as competências que ainda necessita desenvolver. Logo a seguir, um plano de desenvolvimento pessoal deve ser preparado, visando a aquisição por outros meios, daqueles saberes que uma simples leitura não traz;
  • Na área de relacionamentos no meio onde exerce sua profissão, o investimento na ampliação de sua rede de relacionamentos (network), seja através das redes sociais profissionais, seja pelos contatos pessoais no cotidiano de seu trabalho, é de grande importância para a absorção das competências necessárias ao exercício de sua profissão; como também a procura por um coach pode ajudar a obtenção de novas competências.
  • Por fim, na área de qualificação de sua expertise, a formulação de um portfólio de necessidades de treinamentos, compatíveis com os pilares das competências corporativas, para que esta lista seja perseguida pelo profissional ao longo de um período, e atendida seja pela empresa onde trabalha, seja com recursos financeiros e de tempo do próprio indivíduo, completa o rol de atividades necessárias a uma busca bem-sucedida da obtenção das competências corporativas essenciais ao profissional de excelência.

Em resumo, desenvolver competências profissionais não é uma tarefa simples, mas extremamente necessária para a ascenção profissional no mercado e para o alcance de uma senioridade de fato, e não apenas em função do tempo que a pessoa desenvolve determinada atividade profissional.

Referências

DICIO. Dicionário Online de Português. Disponível em https://www.dicio.com.br. Consultado em 09/12/2018.

FUNDAÇÃO DOM CABRAL. “As competências profissionais mais valorizadas e como desenvolvê-las”. In: Blog Especialização. Disponível em http://blogespecializacao.fdc.org.br/as-competencias-profissionais-mais-valorizadas-e-como-desenvolve-las/. Consultado em 10/12/18.

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