por Ruy Motta

No texto “Decisões na Empresa são simples? Parte 1” comentamos sobre o Fator Interno que, torna o processo decisório mais complexo do que é.

Este texto analisará outros dois fatores.

Fator Limitações.

Em toda Empresa existe limitação tanto de quantitativo de pessoal, quanto financeiro estabelecido para cada órgão. Toda gerência conhece bem os termos controle físico e controle financeiro. Também devem ser considerados os limites em relação a insumos materiais.

No processo decisório estas limitações influenciam no julgamento das alternativas.

Soluções que passem pela utilização de pessoas/expertise além do existente, gastos acima do autorizado ou insumos materiais fora do alcance, tornam nossa decisão limitada. Não podemos considerar estas soluções a menos que a restrição seja contornada da seguinte forma:

  • Aumentar o quantitativo/expertise através da contratação definitiva de pessoal (com o respectivo aumento do financeiro).
  • Aumentar o quantitativo ou expertise através da contratação temporária de pessoal (com o respectivo aumento do financeiro).
  • Conseguir empréstimo temporário de pessoas com expertise, em outro órgão.
  • Aumentar o financeiro, se for somente uma questão financeira.

As quatro opções trazem muita dificuldade em sua efetivação.

Aumentar o quadro de pessoal ou o financeiro precisaria de uma defesa junto à hierarquia da empresa muito forte que justificasse este aumento, o que de um modo geral se torna praticamente impossível.

Contratação temporária pode ser mais fácil de ser conseguida, mas também não é tão fácil quanto parece. A solicitação precisa estar muito bem fundamentada com benefícios muito claros para haver alguma chance de aprovação.

Empréstimo de pessoas com expertise pode ser a solução internamente mais fácil, mas pessoas nem sempre estão disponíveis em outro órgão.

Se uma destas formas não for possível, outra solução deve ser procurada pelo tomador de decisão.

Fator Externo.

Toda empresa sofre a influência de fatores externos que interferem diretamente no dia a dia. Estes fatores externos não podem ser ignorados ou eliminados por nenhuma ação da Empresa.

Alguns exemplos:

  • Uma nova variação de tributação;
  • Um concorrente que lança um novo produto melhor e mais barato que o produto campeão de vendas;
  • O mercado indo na direção que não estava prevista na estratégia da Organização;
  • Uma regulamentação nova do governo;

Estes fatores externos podem alterar decisões em andamento, cancelar decisões já tomadas, ou até mesmo gerar novas análises e decisões.

Conclusão:

Os três fatores interferem fortemente no processo decisório tornando-o mais complexo do que pensamos.

Procuramos alternativas possíveis que resolvam o problema e que se enquadrem dentro das limitações corporativas. Abandonamos as alternativas que ultrapassem estas limitações, mesmo que sejam melhores do que as que podemos executar.

Não fazemos o que queremos, mas o que é possível executar.

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